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Economia

Bahia gera mais de 22 mil postos de trabalho em 2014

25 de janeiro de 2015 | 18h 26
Bahia gera mais de 22 mil postos de trabalho em 2014
As informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), referentes ao período de janeiro a dezembro de 2014, constatam que a Bahia contabilizou saldo positivo de 22.008 postos de trabalho. 
 
Os resultados indicam que a participação do interior foi quase quatro vezes acima da contribuição da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Enquanto no interior surgiram 17.432 postos de trabalho com carteira assinada, na RMS foram criados 4.576 empregos formais. 
 
No acumulado do ano, dos oito setores de atividade, três registraram saldo positivo, aparecendo com maior saldo o segmento de serviços, que gerou 24.032 novos postos de trabalho. Em seguida, aparecem os setores de comércio (+8.967 postos) e de administração pública (+67 postos). 
 
Entre os setores que apresentaram saldo negativo, no acumulado do ano, estão construção civil (-7.621 postos), indústria de transformação (-1.897 postos), agropecuária (-1.014 postos), extrativa mineral (-348 postos) e serviços industriais de utilidade pública (-178 postos). 
 
Com o resultado, a Bahia ocupou, em 2014, a segunda posição na geração de empregos no Nordeste, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. O Ceará continua na primeira posição, com o saldo de 47.372 postos de trabalho. 
 
Em terceiro lugar, na região, está a Paraíba (+16.326 postos), seguido pelo Piauí (+11.001 postos), Rio Grande do Norte (+10.161 postos), Sergipe (+8.913 postos) e Maranhão (+871 postos). Os estados de Pernambuco (-13.793 postos de trabalho) e Alagoas (-3.337) registraram saldos negativos no Nordeste. 
 
Dezembro 
 
No mês de dezembro houve saldo negativo de 20.749 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado expressa a diferença entre o total de 47.060 admissões e 67.809 desligamentos. O saldo registrado no mês ficou em patamar inferior ao de igual período do ano anterior (-10.237 postos) e inferior ao de novembro de 2014 (+2.592 postos), incluindo as declarações fora do prazo.
 
Dos oito setores de atividade na Bahia, seis tiveram saldos negativos em dezembro. O setor que teve o pior desempenho foi o da construção civil, com a supressão de 7.914 empregos formais. Esse resultado teve influência das demissões nas atividades de ‘construção de edifícios’, que eliminou 3.693 postos de trabalho, ‘incorporação de empreendimentos imobiliários’ (-1.273 vagas). Outras atividades que influenciaram foram ‘cultivo de uva’ (-1.036), ‘fabricação de calçados de couro’ (-558) e ‘atividades de teleatendimento’ (-830).
 
Os demais setores com saldo negativo foram serviços (-5.400 postos), agropecuária (-4.314), indústria de transformação (-2.984), administração pública (-244 postos) e serviços industriais de utilidade pública (-36 postos). Com saldos positivos se destacaram extrativa mineral, que gerou 78 postos de trabalho, e comércio, onde foram criados 65 empregos com carteira assinada.
 
Na região Nordeste, os nove estados apresentaram saldos negativos no mês. A Bahia com menos 20.749 postos de trabalho, seguida de Pernambuco (-11.599), Maranhão (-5.809 postos), Ceará (-4.201 postos), Rio Grande do Norte (-2.984 postos), Piauí (-2.156 postos), Sergipe (-1.737 postos), Paraíba (-1.520 postos) e Alagoas (-272 postos).
 
RMS e interior
 
Quanto aos saldos de empregos de dezembro de 2014, no aspecto da distribuição, a pesquisa indica que o saldo foi negativo tanto no interior quanto na RMS. Na região metropolitana, houve a perda de 9.756 postos de trabalho, e no interior, de 10.993.
 
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, no mês, Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana tiveram os piores desempenhos em termos de geração de postos de trabalho. No grupo de municípios baianos, que alcançaram os melhores resultados, estão Porto Seguro, Pojuca e Mata de São João.


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