O governo municipal não enviará à Câmara um projeto de lei alterando a carga horária dos professores e estes devem confiar na proposta apresentada ontem pela secretária de Educação. Foi o que informou o líder do prefeito José Ronaldo na Câmara, José Carneiro.
O líder disse que o governo não enviaria projeto para "atender capricho da APLB" e emendou. "Peraí, alto lá. Ou confia ou não confia. A lei já existe, não tem razão, não tem necessidade", justificou o vereador.
Na mesma assembleia, condicionaram o fim da greve à formalização da mudança, por meio de projeto de lei a ser encaminhado à Câmara.
A julgar pela fala do líder governista na manhã de hoje, o acordo retrocedeu.
José Carneiro negou o envio do projeto exatamente quando o presidente da Câmara, Ronny, estava na tribuna para pedir que os professores encerrassem a greve de imediato, pois ele e os colegas se comprometiam a fazer quantas sessões extraordinárias fossem necessárias para aprovar o projeto.
José Carneiro voltou ao argumento de que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede o governo de implantar a reserva de carga horária, porque seria obrigado a contratar centenas de professores, para substituir os que estariam fora da sala de aula.