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Educação

Líder do governo diz que não haverá projeto para carga horária dos professores

Glauco Wanderley - 24 de Fevereiro de 2016 | 09h 47
Líder do governo diz que não haverá projeto para carga horária dos professores
Líder interrompeu Ronny para avisar que não haveria projeto
O governo municipal não enviará à Câmara um projeto de lei alterando a carga horária dos professores e estes devem confiar na proposta apresentada ontem pela secretária de Educação. Foi o que informou o líder do prefeito José Ronaldo na Câmara, José Carneiro.
 
O líder disse que o governo não enviaria projeto para "atender capricho da APLB" e emendou. "Peraí, alto lá. Ou confia ou não confia. A lei já existe, não tem razão, não tem necessidade", justificou o vereador.
 
Em assembleia ontem os professores aprovaram a proposta do governo de conceder reserva de carga horária gradualmente, começando este ano com duas  horas e chegando a sete até o final de 2017 (para quem trabalha 20 horas). 
 
Na mesma assembleia, condicionaram o fim da greve à formalização da mudança, por meio de projeto de lei a ser encaminhado à Câmara.
 
A julgar pela fala do líder governista na manhã de hoje, o acordo retrocedeu.
 
José Carneiro negou o envio do projeto exatamente quando o presidente da Câmara, Ronny, estava na tribuna para pedir que os professores encerrassem a greve de imediato, pois ele e os colegas se comprometiam a fazer quantas sessões extraordinárias fossem necessárias para aprovar o projeto.
 
José Carneiro voltou ao argumento de que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede o governo de implantar a reserva de carga horária, porque seria obrigado a contratar centenas de professores, para substituir os que estariam fora da sala de aula.


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