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Feira de Santana, Terça-Feira, 29 de Julho de 2014

Bloqueio preocupa vendedor de celular pirata no Feiraguai

Dezenas de pequenas e médias lojas do Feiraguai vendem exclusivamente celulares. Os preços variam de menos de cem reais a mais de R$ 400.

postado 14-11-2012 17:24

Vendedores de telefones celulares de origem desconhecida no Feiraguai tiveram diferentes reações à notícia de que a partir do segundo trimestre do próximo ano o uso de aparelhos piratas vai ser dificultado pelas quatro operadoras - Oi, Tim, Claro e Vivo.

Primeiro acreditam que as vendas crescerão. Depois, cairão a zero. O passo seguinte é as empresas que abastecem o mercado da pirataria encontrar uma brecha na cortina eletrônica e as coisas voltar ao estágio atual, com a pirataria desenfreada.

Dezenas de pequenas e médias lojas do Feiraguai vendem exclusivamente celulares. Todos falsificados, claro. Os preços variam de menos de cem reais a mais de R$ 400, como é o caso do modelo Android Note, cujo preço varia de R$ 430 a R$ 480.

Ninguém arrisca fazer uma projeção de quantos celulares, de todos os modelos, são vendidos no Feiraguai, mensalmente. Os comerciantes apenas afirmam que são muitos, milhares deles, e para outros estados do Nordeste.

Comerciantes afirmam que toda atenção a partir de agora é com os estoques, que deverão ser esvaziados até a data limite - os aparelhos ilegais cujos chips forem habilitados antes do prazo, continuarão funcionando normalmente.

O programa que vai ser instalado pelas operadoras vai bloquear os piratas pelo reconhecimento do código de identificação do aparelho, chamado de IMEI, que é captado pelas operadoras quando uma chamada é feita.

"Não pensei em outra coisa desde quando soube desta notícia?, disse um comerciante que por motivos óbvios pediu para não ser identificado. ?Acredito que as vendas destes telefones sejam bastante prejudicadas quando esta medida for implantada".

Outro disse que não acredita que o bloqueio dure. E lembra que o código de acesso das teles já foi quebrado. "Se por um lado as empresas investem para dificultar o acesso, por outro, as empresas que fazem estes telefones buscam meios para desbloquear".

Para ele, tudo é vai ser uma questão de tempo, porque não acredito que os engenheiros eletrônicos que trabalham na pirataria tem conhecimentos para furar o bloqueio eletrônico. "A gente vai ter prejuízo mas depois tudo volta ao normal".

Para outro comerciante, nos próximos dias, quando a notícia se consolidar, muitas pessoas irão ao Feiraguai comprar um celular. "Acredito que as vendas crescerão bem nestes dias, mas depois, não mais vamos vender um aparelho sequer. Vamos ter que mudar de ramo".

BATISTA CRUZ

postado 14-11-2012 17:24

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