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Feira de Santana, Sábado, 30 de Agosto de 2014

Diabéticos descartam agulhas e seringas no lixo domiciliar

O descarte inadequado é uma ameaça de contaminação ao meio ambiente e às pessoas que trabalham diretamente com o lixo.

postado 17-12-2012 10:11

 

Todos os dias, milhares de lancetas, agulhas e seringas usadas por diabéticos que moram em Feira de Santana, e que precisam tomar insulina, são descartadas diretamente no lixo domiciliar comum. Não recebem, portanto, o tratamento especial que deve receber o lixo hospitalar. É um perigo a mais para quem manipula os resíduos que são levados ao aterro sanitário. E prejuízo para o meio ambiente.
 
Alguns dizem que isolam o material que perfura e corta, e que o jogam na lixeira das suas casas. Mas afirmaram que nunca levaram o lixo hospitalar doméstico para uma unidade de saúde, onde tem destinação correta.
 
A aposentada Maria Patrocínia Santos, 82 anos, disse que começou a tomar insulina há 19 anos. Se auto-aplica duas vezes ao dia. E que seringas e agulhas são descartadas diretamente na lixeira da casa dela. “Mas depois de enrolar num plástico para evitar que os garis se firam”. A sua iniciativa pouco contribui para o impacto ambiental.
 
João Lima da Silva, que também é aposentado, enterra numa cisterna agulhas e seringas que usa. Toma insulina há cinco anos. “A gente não joga no lixo porque este serviço não é feito na nossa região”. A família mora no povoado da Tapera, distrito de Jaíba.
 
Gerusa Pinho afirma que mesmo orientada as pessoas tendem a não seguir as determinações dos técnicos e enfermeiros. “São poucas, poucas mesmo, as pessoas que levam o material usado para as unidades de saúde. Eu mesmo não levo e não conheço ninguém que leva”.
 
Severino de Souza Filho, que reside no bairro Irmã Dulce, diz que para resolver o problema é preciso que as autoridades do setor sejam duras. “As pessoas que tomam insulina deveriam pegar nova remessa se apresentarem seringas e agulhas que usou”.
 
As pessoas que precisam deste medicamento, cuja distribuição é gratuita na rede pública, são orientadas a colocar o material usado num frasco ou lata metálica e depois levá-lo para a unidade de saúde mais próxima da sua residência. O problema é que quase ninguém segue as orientações.
 
O problema é agravado pelo fato de que diariamente muitos diabéticos tomam mais de uma dose de insulina. É o lixo de saúde de origem domiciliar que não é controlado, tampouco se tem conhecimento da quantidade que é levada para o aterro sanitário ou que são jogadas diretamente nas ruas.
 
O medicamento é usado para estabilizar os níveis de glicose no sangue para quem é acometido pelo diabetes mellitus.
 
O descarte inadequado é uma ameaça de contaminação ao meio ambiente e às pessoas que trabalham diretamente com o lixo – primeiro os garis que o recolhem nos pontos específicos e, depois, quem faz a sua seleção nos galpões.
 
As agulhas usadas na aplicação do medicamento, por terem tido contado com sangue humano, podem transmitir o HIV, que causa a aids, e hepatites B e C. Agulhas que são utilizadas para coletar sangue para os medidores portáteis de glicose também são descartadas inadequadamente. E também oferecem perigo.
 
BATISTA CRUZ

postado 17-12-2012 10:11

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