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Educação

Universidades Estaduais: professores querem negociação com governo

07 de abril de 2015 | 10h 40
Universidades Estaduais: professores querem negociação com governo
Professores protestam contra posicionamento do governo

A omissão do governo no que tange à qualidade do ensino público superior pode provocar a deflagração do movimento grevista nas Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Nesta quarta-feira (8), os professores das quatro instituições irão paralisar as atividades acadêmicas, com ato público no Centro Administrativo (CAB), a partir das 9h, na tentativa de serem recebidos para discussão da pauta de reivindicações protocolada em dezembro de 2014 e que cobra, dentre outros pontos, a ampliação dos recursos destinados às universidades. Este será o último prazo dado pela categoria antes da convocação de uma nova assembleia para avaliar a greve.

Faixas, cartazes e grupos culturais irão endossar o discurso dos manifestantes que partirão de diversas cidades da Bahia. Na última semana, em reunião convocada pela Associação dos Docentes da Uefs (Adufs) com representações estudantis, de técnico-administrativos e de alguns movimentos sociais, foi consenso a proposta de unificação da luta em torno do aumento do orçamento e da destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as universidades. As entidades ainda confirmaram presença no ato do dia 8, quando também acontecerá o lançamento do Comitê Estadual em Defesa da Educação Pública.

Atualmente, a Lei orçamentária Anual (LOA) prevê, apenas, a 5% da RLI para as Ueba, valor insuficiente para manutenção de condições adequadas de ensino, pesquisa e extensão. Na Uefs, com base na execução, contratos e despesas fixas de 2014, mais as projeções para 2015, a Assessoria do Planejamento fez uma proposta orçamentária de R$ 289.13.000,00 milhões para atendimento das demandas deste ano. O governo, no entanto, aprovou R$ 247.495.000,00 milhões. 

O Movimento Docente declara que não vai deixar o governo destruir o projeto de universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, defendido historicamente pela categoria. Desta forma, mantém-se firme na luta em defesa das Ueba, importante patrimônio do povo baiano e responsável pela formação de profissionais cidadãos. 



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