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Valdomiro Silva

A (des)graça do futebol

24 de outubro de 2016 | 18h 36
 A (des)graça do futebol
O futebol, no Brasil, não é somente o esporte mais popular. É também o mais propenso aos erros de arbitragem, a corrupção, a violência e tudo o mais que se possa listar de ruim.
 
1.       Por atrair multidões, o futebol, com seus estádios sem conforto algum, é o mais vulnerável dos esportes no que diz respeito a segurança dos torcedores.
2.       Os políticos, um segmento marcado pela corrupção, poucos escapando à regra, estão presentes na gestão dos clubes e entidades organizadoras dos certames. Empresários mal intencionados também estão muito presentes no futebol.
3.       Enquanto outros esportes, como o tênis e o vôlei, contam com ajuda tecnológica para dirimir dúvidas e evitar que equívocos sejam validados, os dirigentes do futebol resistem a esse apoio, de certo, premeditadamente.
4.       Os erros de arbitragem não são cometidos exclusivamente pela má fé dos juízes e auxiliares, como se pode imaginar. Mas também, e principalmente, pelo fato de que há lances em que, de tão rápidos ou sutis, mesmo um excelente árbitro ou bandeira pode falhar em sua interpretação.
Muito se fala nos últimos meses na adoção do árbitro auxiliar eletrônico. O que representaria o uso das imagens gravadas para tirar dúvidas de impedimento, gol com uso da mão, faltas, etc. Alguns se opõem. Chegam a dizer que o uso da tecnologia poderia tirar a “graça” do futebol. É brincadeira? Não à toa, no Brasil, muitos torcedores oram, de joelhos, para que seu time ganhe uma decisão com “um gol de mão aos 45 do segundo tempo”. Mas em tempo de correção, como o país está vivendo, a medida faria um bem enorme ao esporte. Creio que, a essa altura, é algo inadiável.
 
No futebol brasileiro, a primeira coisa que se diz diante de um gol mal validado é que o árbitro, ou o jogo, está “comprado”. Domingo, no clássico Flamengo 2x2 Corinthians, no Maracanã, o time da casa, vice-líder do Brasileirão, foi beneficiado com um gol irregular do atacante peruano Guerrero, o primeiro dele na partida. A jogada não foi difícil. Havia três atacantes rubro-negros adiantados. Mas até prova em contrário, foi falha humana mesmo, não “roubo”.
 
 
Vacilo do Fla foi no Sul
 
 
O Flamengo não se deixou distanciar tanto do Palmeiras – 6 pontos, a sete rodadas do final do Campeonato Brasileiro - por causa do empate em 2x2 com o Corinthians, no Maracanã. Esse é um resultado normal, mesmo o Flamengo em grande fase e o Timão tentando se recuperar. O problema foi a derrota, de virada, para um Internacional em zona de rebaixamento àquela altura. Ali, o rubro-negro carioca não poderia ter cedido, mesmo sendo o jogo no Rio Grande do Sul. Vacilo que o Palmeiras não cometeu contra o Sport.
 
 
E pode perder vice-liderança
 
 
Agora, no fim de semana, os principais concorrentes ao título tem parada ainda mais indigesta. O Verdão encara o Santos na Vila, e pode perder, porque não. Acontece que o Fla - que vai a BH pegar o Galo motivado pela chance de tomar a vice-liderança - também pode ser derrotado. Não parece ser uma rodada para mexer significativamente na parte de cima da tabela. A maior probabilidade é mesmo de mudança no segundo lugar.
 


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