Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, quinta, 15 de novembro de 2018

Mundo

Na Grécia, Obama diz que medo dos efeitos da globalização ajudou Trump

15 de novembro de 2016 | 15h 19
Na Grécia, Obama diz que medo dos efeitos da globalização ajudou Trump
Foto: Reprodução
Em sua última visita oficial à Europa, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu que os líderes mundiais deem mais atenção ao medo das pessoas em relação à desigualdade e ao deslocamento econômico dentro do contexto da globalização. Em uma entrevista coletiva em Atenas, na Grécia, ele afirmou que a importância desse debate foi uma das lições que aprendeu com a corrida eleitoral americana deste ano. 
 
"Quanto mais eficazes formos ao lidar com essas questões, menos esses medos podem se canalizar em abordagens contraproducentes, que podem colocar as pessoas contra as outras", disse.
 
Para Obama, a ascensão do empresário Donald Trump à Casa Branca reflete o desejo da população de "tentar algo" novo e o "temor das pessoas de que seus filhos não sejam tão bons". Ele também relacionou
esse sentimento ao voto britânico para sair da União Europeia.
 
"Você vê alguma retórica entre os republicanos eleitos e ativistas e a mídia. Algumas delas bem problemáticas e não necessariamente ligadas a fatos, mas sendo usadas com eficácia para mobilizar pessoas", disse o presidente. "E obviamente o presidente eleito Trump explorou essa deformação no Partido Republicano e então foi capaz de ampliar o suficiente e conseguir votos suficientes para ganhar a eleição."
 
Para o líder americano, a vitória de Trump não necessariamente é um reflexo de uma rejeição ao seu governo. Ele reconheceu o desejo de mudança do povo americano, mas disse que "nunca se desculpará por dizer que o futuro do mundo será definido pelo que as pessoas têm em comum, e não pelo que separa as nações".
 
"Não me sinto responsável pelo que diz ou faz o presidente eleito, mas sim que durante a transição eu lhe apresente minhas melhores ideias para levar o país à frente e falar de coisas sobre as quais acredito que o Partido Republicano se equivoca", disse Obama.
 
Obama afirmou que apesar de os eleitores de Trump "estarem melhor do que há oito anos", em alusão a quando ele chegou à Casa Branca, o presidente eleito soube canalizar para ganhar "a corrente" de voto dos descontentes, "primeiro no Partido Republicano" e depois em nível nacional. "As medidas contra a desigualdade estiveram em minha agenda durante oito anos, mas não pude fazer com que o Congresso as aprovasse", afirmou.
 
O atual presidente expressou também que sua "visão", tão diferente da de Trump, sobre a inclusão das minorias nos EUA, é "correta" e que "pode ser que [esta visão] não ganhe a curto prazo, a longo prazo sairá vitoriosa". "Na última vez que olhei as pesquisas, a maior parte dos americanos estava de acordo [com sua visão]", disse.
 
Obama destacou ainda que às vezes "o povo busca algo, às vezes sem saber o que, busca mudança sem estar muito certo do que ela trará".


Mundo LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

CHARGE DO BOREGA

As mais lidas hoje