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Valdomiro Silva

Argentina tenta evitar a UTI, em rodada das Eliminatórias

15 de novembro de 2016 | 15h 13

Rodada pelas eliminatórias sul-americanas tem prova de fogo para Argentina e Chile e boas chances de avançar posições para Equador e Paraguai

Argentina tenta evitar a UTI, em rodada das Eliminatórias
 
A Argentina ainda não se encontra, ainda, em estado terminal, na disputa das eliminatórias sul-americanas para o Mundial 2018, na Rússia, mas faz nesta terça-feira uma partida que pode leva-la a UTI. Em seus domínios, vai encarar um adversário que promete ser difícil, a Colômbia. De há muito os colombianos deixaram de ser caixa de pancadas do Brasil, Argentina e Uruguai.
 
Desde a geração Valderrama, há uns 20 anos, a Colômbia passou a ser uma seleção respeitada no mundo inteiro, não só aqui. Com James Rodrigues e companhia, tem razoáveis chances de vencer, mesmo “lá dentro”.
 
Os argentinos, 16 pontos, derrotados pelo Brasil, 3x0, em seu último jogo, ocupam uma incômoda sexta posição, atualmente, que os deixam de fora até mesmo de uma disputa de repescagem para ir ao Mundial. A Colômbia, 18 pontos, está em terceiro. Sorte da Argentina que seu adversário de hoje não conseguiu vencer a última partida, contra o Chile. A diferença de pontos entre as equipes ficou em dois pontos, apenas. 
 
A seleção argentina é boa, indiscutivelmente, mas alguns dos seus talentos vivem fase ruim. Menos Messi, todos os outros astros da linha de frente vem mal. E Messi sozinho não resolve, é claro. Como observado mais acima, foi-se o tempo que a Colômbia chegava tremendo a Buenos Aires ou ao Maracanã.
 
Atualmente, é um adversário praticamente do mesmo nível de competitividade dessas outras seleções, podendo enfrenta-las de igual para igual em qualquer lugar. A Argentina precisa, mais do que nunca, de tranquilidade para superar esse momento. Tem time para uma reviravolta e classificar-se. Aqui, essa tranquilidade foi obtida com o comando de Tite. E por lá, quem é capaz de provocar uma mudança?
 
HORA DO CHILE DIZER A QUE VEIO
 
O Chile precisa dizer, hoje, a que veio a estas eliminatórias. Bicampeão da América, festejado como favorito ao primeiro lugar dessa disputa para chegar ao Mundial da Rússia, o time de Alexis Sanches tem 17 pontos, faz uma campanha muito tímida e ocupa um perigoso quinto lugar na tabela.
 
Vai enfrentar, em casa, o vice-líder Uruguai, com 23 pontos. É mais um jogo – assim como o confronto Argentina x Colômbia – sem favorito. Um clássico. Mas a necessidade de vencer dos chilenos é ainda maior que a do seu adversário. Já são dois jogos sem vencer. E há o risco de ser ultrapassado pela Argentina e Paraguai (15 pontos).
 
Uma vitória chilena reabilita a equipe e a coloca nos trilhos da classificação. No entanto, um resultado negativo – considere-se aí, até mesmo o empate – reforçaria a sensação de que a equipe, após ter perdido o comando de Jorge Sampaolli, não teria mais toda aquela força que impressionou o mundo nos últimos anos.
 
EQUADOR PODE AVANÇAR UMA POSIÇÃO
 
O Equador, quarto colocado nas eliminatórias com os mesmos 17 pontos do Chile, recebe a motivada Venezuela, que goleou a Bolívia em seu último jogo. Não deve ser um jogo tão fácil quanto pode parecer. A Venezuela não tem chances de brigar por classificação, mas é uma equipe que pode atrapalhar os planos dos favoritos nesta competição. A seleção equatoriana tem boas chances de subir uma posição nesta rodada, podendo tomar o terceiro lugar da Colômbia.
 
CHANCE PARAGUAIA
 
E o Paraguai, decepção da última rodada ao levar 4x1 em casa do surpreendente Peru, tem uma ótima chance de reabilitação. Com 15 pontos em sétimo lugar (poderia ter colocado a Argentina nessa posição e estar hoje no quarto lugar, se houvesse vencido), o Paraguai enfrentará a lanterna Bolívia, 4 pontos. Verdade que o jogo é fora de casa, na altitude boliviana, inclusive, mas poderia ser mais difícil. 
 


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