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Relações Brasil-Estados Unidos não devem retroceder no governo Trump, diz cônsul

17 de novembro de 2016 | 06h 56
Relações Brasil-Estados Unidos não devem retroceder no governo Trump, diz cônsul
Foto: Reprodução
As relações entre o Brasil e os Estados Unidos já avançaram a tal ponto que não devem sofrer retrocesso no governo Donald Trump. A opinião é do cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, James Story, para quem os dois países têm uma relação profunda, que sempre vai ser respeitosa. Como exemplo, ele citou a Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos que já tem 100 anos, além de empresas instaladas no território brasileiro há muito tempo.
 
James Story afirmou que os dois países são parceiros em muitas questões, incluindo os programas de combate ao  vírus Zika e questões de segurança. "Somos duas democracias nas Américas, as maiores. Isso é importante para nós. A relação com o Brasil é importante", disse à Agência Brasil, depois de participar do debate Estados Unidos: uma análise após o resultado das eleições, organizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV/EPGE), em Botafogo, na zona sul do Rio.    
 
O cônsul lembrou que a intenção dos Estados Unidos é duplicar o comércio com o Brasil, que atualmente gira em torno de US$ 100 bilhões. Acrescentou que atualmente 99% das pessoas que voam em aviões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) são americanas, porque a maioria das aeronaves é exportada para os Estados Unidos. "Isso é um exemplo da relação que temos. Sempre vai ser muito profunda e vai cobrir vários temas".
 
De acordo com Story, um dos setores que devem ser incentivados pelo governo norte-americano no Brasil é o de turismo. Ele citou a parceria com a escola de samba Unidos da Tijuca, que vai levar para a avenida em 2017 enredo sobre a união das músicas do brasileiro Pixinguinha e do americano Louis Armstrong e que deve incentivar a vinda de turistas ao país. "Acho que os Estados Unidos poderiam mandar milhões mais de turistas para o Brasil, que oferece tudo", disse, lembrando que os setores de infraestrutura, de petróleo e gás e de segurança também estão nas perspectivas de novos investimentos norte-americanos no país. O cônsul destacou que a exportação de carne bovina do Brasil tem a tendência de se expandir, como também a área cibernética. "Essas são questões em que os dois países têm que trabalhar de forma conjunta", adiantou.
 
Durante o debate, o cônsul evitou fazer previsões sobre o governo Trump, mas destacou que "uma coisa é fazer campanha, outra é governar". Ele classificou de transparente o processo eleitoral norte-americano e acrescentou, em bom português, em uma analogia com o futebol, que treino é treino e jogo é jogo. "A votação é a voz do povo americano. Devemos esperar o que vai ser a plataforma. Governar é bem difícil. Temos 50 estados e a opinião pública".
 
Segundo Story, é preciso esperar. "Não vamos especular. Não devemos ter tanta ansiedade sobre as mudanças".

FONTE: Agência Brasil



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