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  • Feira de Santana, terça, 13 de novembro de 2018

Valdomiro Silva

Tite x Dunga: a alegria está de volta ao futebol da seleção

21 de novembro de 2016 | 23h 34

Com Dunga à frente, até bem pouco tempo o time brasileiro atuava conforme o humor do seu técnico

Tite x Dunga: a alegria está de volta ao futebol da seleção

A Seleção Brasileira, sob comando de Tite, está recuperando a alegria de jogar. Seis vitórias em seis jogos é uma marca excepcional, para o equilíbrio que se vê hoje em dia no futebol mundial. São nada menos que 18 pontos conquistados em sequência nas eliminatórias sulamericanas, praticamente assegurando passaporte ao Mundial da Rússia.

Com Dunga à frente, até bem pouco tempo a Seleção jogava conforme o humor do seu técnico. E o resultado disso, em campo, era bem ruim. Uma equipe que refletia  o nervosismo, a insegurança e a limitação técnica do treinador.

Dunga foi um grande volante, peça importante na conquista do Mundial dos Estados Unidos, em 1994. Um jogador que tinha mais raça que técnica, um líder que tentava arrancar produtividade dos colegas na base do grito, do xingamento e até do tapa.

Assim é a vida, em todos os campos, inclusive o da bola. A alegria deve estar sempre à frente. Ela abre caminhos, torna mais simples o que parece complicado, é o combustível mais importante na superação de obstáculos.

Tite tem uma energia e uma vibração especiais, fora de campo. Sua elegância não está apenas no vestir – no que também é maior que Dunga, com sua tão badalada extravagância – mas na atitude.

É interessante observar a comemoração de cada um, no momento do gol. Tite é a expressão da felicidade.  Dunga é um soco no ar, de desabafo ou de vingança.

Sua relação com os atletas é algo cru, fechado. Tite e seus jogadores se veem como defensores de um mesmo projeto, se entendem como tio e sobrinhos, sem perder de vista a disciplina e o respeito.

O comandante Tite sabe explorar bem o potencial de cada jogador e valoriza aquilo que ele faz melhor, em vez de determinar que o atleta cumpra o que lhe é estabelecido independente de suas características.

Tite é humilde o suficiente para entender a crítica da imprensa – e absorvê-la, mesmo que em muitos casos os jornalistas esportivos digam um monte de asneiras.

Sem dúvida alguma, é dele o mérito, em ao menos 90%, de tamanha mudança de atitude dentro de campo de uma seleção que sempre reuniu bons jogadores - alguns, os melhores em suas posições em todo o mundo, mas que não vinha rendendo. 

É claro que há muito ainda a ser feito, a começar pela consolidação da vaga no próximo Mundial. Óbvio que o futebol é algo cíclico e o que parece excepcional agora pode de uma hora para outra cair de produção.

O treinador da Seleção Brasileira, porém, já deixou a sua marca positiva. A equipe está invicta, mas chegará o momento de perder. O importante não é a invencibilidade, mas a forma como a equipe ganha ou é derrotada. Nesse último caso, jogando de igual para igual com qualquer adversário e lutando muito. Jamais sem entrega e sem encarar o rival.  

 



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