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Valdomiro Silva

Goleada em Kiev reforça importância do video no futebol

22 de dezembro de 2016 | 22h 51

Medida impede erro de arbitragem, involuntário ou proposital, em lances capitais do futebol

Goleada em Kiev reforça importância do video no futebol
 
 
O time turco do Besiktas atuava por uma vitória simples, para garantir, sem depender do outro resultado, vaga na fase mata-mata da Champions, maior torneio do futebol europeu. O adversário era o Dinamo Kiev, lanterna do grupo e já sem qualquer chance de classificação, naquele 6 de dezembro. Em Lisboa, onde ocorria a outra partida da chave, o Benfica era goleado pelo italiano Napoli. Resultado que classificaria o Besiktas até mesmo com o empate.
 
O jogo transcorria morno, 0x0. Até que na metade do primeiro tempo acontece a jogada que definiria a sorte dos turcos, ou melhor o seu azar. Um atacante ucraniano tropeça no zagueiro dos visitantes e cai na área. Lance absolutamente normal. O árbitro, no entanto, vê falta. Penalidade máxima. Pior: dá cartão vermelho ao defensor do Besiktas.
Acabaria ali o sonho da boa equipe turca, que esteve próximo de ser a terceira do país a garantir presença na fase mata-mata do importante torneio. Com um a menos, em um gramado cheio de neve, tornou-se presa fácil para o time da casa, que aplicou uma surpreendente goleada, de 6x0. 
 
Comentarista do do Esporte Interativo, a ainda pouco popular rede de tevê fechada que transmite com exclusividade  a Champions League, se dizia perplexo e questionava o que teria ocorrido com o Besiktas. Afinal, a equipe turca vinha de ótima campanha e era favorita a vaga, contra um adversário sem pretensões. Não é difícil saber o que aconteceu. Um pênalti absurdamente mal assinalado, uma expulsão que destruiu qualquer estratégia do Besiktas. 
 
E onde quero chegar? A um assunto que venho abordando com insistência nesta coluna. As partidas que são decididas não pelas vias do jogo limpo, mas através dos erros de arbitragem. Equívocos pelos quais não se pode culpar os juízes, na maioria dos casos. Afinal, eles tem segundos ou fração de segundos para enxergar o detalhe sutil de um impedimento ou falta que nem as câmeras conseguem ver num primeiro momento. Que nenhum narrador, repórter ou comentarista detectou. A torcida, presente no estádio, muito menos. 
 
No caso do erro em Kiev, foi algo dantesco. Mas assim mesmo não dá para culpar o árbitro. Sendo humano, ele pode perfeitamente falhar. Cabe aos dirigentes do futebol criar os meios para que possam ser corrigidos, em campo e durante o jogo, esses equívocos decisivos, sutis ou não. O clube turco foi mais vítima dessa imprudência do futebol. Com 1x0 contra no placar, jogador a menos e abalado emocionalmente, não conseguiu fazer o que havia planejado e sofreu uma impiedosa goleada.
 
Houvesse o apoio do árbitro de video, com as imagens gravadas de diversos angulos, a penalidade assinalada, em erro involuntário ou proposital, poderia ter sido anulada e a partida prosseguria normalmente. Provavelmente o resultado do jogo seria bem diferente daquele inesperado 6x0. Quem defende que erro de arbitragem faz parte do futebol e deve ser assim "preservado" não deve fazer muita distinção sobre o honesto e o desonesto. Se satisfaz, e muito, com a vitória a qualquer custo, mesmo que seja com o apoio da injustiça e do ilegal.


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