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Valdomiro Silva

Direção do Bahia de Feira começa mal 2017, com escolha do seu técnico

01 de fevereiro de 2017 | 14h 00

Qualquer que seja a razão da demissão de Jaelson Marcelino, episódio mostra que os dirigentes do Bahia de Feira falharam na escolha do seu treinador

Direção do Bahia de Feira começa mal 2017, com escolha do seu técnico
O Bahia de Feira substituiu o seu treinador após o primeiro jogo do clube pelo Estadual 2017, uma derrota para o Vitória da Conquista, domingo, por 1x0. O resultado, em si, é normalíssimo. O Conquista era mesmo favorito nesta partida em que atuou em seus domínios e diante do seu torcedor.  
 
Não é fato inusitado, óbvio, a demissão de um técnico tão prematuramente. No futebol, especialmente na Bahia, tudo é possível e a troca de treinador, mesmo após um primeiro jogo, pode ocorrer - embora pareça um absurdo. Para ser preciso, primeiro jogo oficial. Ele já havia comandado o time em outras duas partidas, amistosas, e perdeu ambas, para Juazeirense e Fluminense de Feira.
 
Fica a curiosidade: o que teria mesmo motivado a demissão de Jaelson Marcelino. por parte da diretoria do time feirense? Se realmente a causa foram as  duas derrotas em amistosos e outra na primera partida valendo pontos, pode se dizer que não houve paciência dos dirigentes com o treinador.
 
Se não foi insatisfação com os resultados,  o que nos resta especular? A imprensa noticia uma entrevista do técnico logo após o jogo em que ele teria feito duras críticas aos seus atletas. Foi aventada a possibilidade de que essa tenha sido esta a razão. O dirigente Tiago Souza não confirma que a entrevista tenha algo a ver com a demissão. E argumenta que o problema é a forma como o time vinha se comportando em campo, desde os treinamentos. 
 
Seja como for, tal episódio depõe não contra o técnico, mas contra a diretoria da Associação Desportiva Bahia de Feira. Mostra que o clube falhou na escolha, lá atrás, tendo que corrigir o equívoco logo no começo da competição. Se o treinador teve influência na formação do elenco, sua saida agora pode refletir diretamente no rendimento futuro da equipe. 
 
Afinal de contas, um novo técnico contratado agora, depois da pré-temporada, de certo, não terá a mesma afinidade que o anterior, com os jogadores. Necessitará de tempo para   construir uma relação com os atletas e conhecer o potencial de cada um, o que em futebol demanda tempo, para modificar a filosofia implantada por seu antecessor. Tempo, aliás, curtíssimo, visto que o campeonato é de curta duração.  


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