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  • Feira de Santana, domingo, 20 de agosto de 2017

Valdomiro Silva

Se não houver milagres, dupla Ba-Vi chega a mais uma final

21 de abril de 2017 | 00h 05
Se não houver milagres, dupla Ba-Vi chega a mais uma final

 

 

Como acontece todo ano, salvo uma ou outra temporada excepcional, Bahia e Vitória devem decidir o Estadual 2017. O Conquista ainda tem alguma esperança, pois empatou em 1x1 o primeiro jogo em casa contra o rubro-negro e vai lutar por um triunfo no Barradão para se habilitar às finais. O time da casa atua por um novo empate. Mas o Fluminense de Feira, goleado pelo Bahia em pleno Joia da Princesa, 3x0, está virtualmente eliminado, só milagre. Tem que aplicar uma goleada em plena Fonte Nova e vencer por diferença de quatro tentos.

A presença da dupla Ba-Vi nas finais do certame regional é uma aposta difícil de dar errada pelo que todos sabem: a diferença abissal de investimentos e estrutura dessas equipes para as demais. Um jogador do Bahia ou do Vitória ganha o salário de todo um elenco de qualquer time interiorano.

Como exigir, então, que esses clubes menores possam desafiar os gigantes do Estado? Nunca alimentei esse tipo de exigência. Sempre compreendi que em virtude dessas diferenças tão visíveis não há como esperar que um Fluminense de Feira, um Vitória da Conquista ou um Juazeirense representem uma ameaça a soberania de quem detem um orçamento 10 vezes maior (seguramente mais que isto).

Feira de Santana e Vitória da Conquista poderiam ter equipes maiores, mais próximas da competitividade de Bahia e Vitória? Sim. Aí, é outra história. É o que acontece, por exemplo, na Paraiba, onde as equipes interioranas Treze e Campinense, de Campina Grande, são mais vencedoras do que o Botafogo de João Pessoa. Em Pernambuco, o Salgueiro encara, de igual para igual, os três grandes de lá. E o que dizer de São Paulo, onde os grandes Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo tem vida dura diante dos times menores do Estado?

O que há, nesses estados, e em tantos outros, que não se vê na Bahia? Dirigentes mais ousados e criativos; federações que se preocupam mais com os clubes menores; empresas regionais com maior participação e incentivo ao esporte; torcedores que buscam se envolver mais na vida dos clubes. Creio que sejam esses os pontos principais.

Alguém pode sugerir que aí se acrescente participação mais efetiva do poder público, através de publicidade oficial na camisa dos clubes. Em algumas cidades isso acontece, a exemplo de Feira de Santana. Mas essa parece ser a única cota publicitária mais robusta, no caso do Fluminense, por exemplo. Sozinho, esse apoio não resolve o problema.

Este ano, Bahia e Vitória, com suas equipes de futebol irregular, ofereceram a oportunidade de que alguma agremiação interiorana pudesse ao menos chegar à final do campeonato. O Fluminense ensaiou ser essa surpresa, mas ainda não foi dessa vez. De qualquer sorte, não se deve desconhecer os méritos dessa atual diretoria e do próprio técnico Arnaldo Lira. Para quem esteve até pouco tempo disputando a segundona estadual, as perspectivas do time de Zé Chico, Luiz Paolilo e companhia até que não está mal.



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