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Valdomiro Silva

Bahia mostra avanço nos Ba-Vis e se credencia nas finais da Copa do Nordeste e do Estadual

01 de maio de 2017 | 21h 58
Bahia mostra avanço nos Ba-Vis e se credencia nas finais da Copa do Nordeste e do Estadual

O Bahia superou o arquirival Vitória, em uma das semifinais da Copa do Nordeste, com méritos. Fez uma grande segunda partida, na Fonte Nova, vencendo o rubro-negro por 2x0. E já havia demonstrado estar mais ligado nessa decisão do que o adversário na primeira partida, no Barradão, quando perdeu por 2x1 em razão da expulsão de seu atleta Gustavo,  infantilmente, ainda na etapa inicial. Mesmo naquele jogo, em que saiu derrotado, o tricolor demonstrou maior poder de fogo e não mereceu o resultado negativo.

Esse time do Vitória, realmente, não é grande coisa. Forte candidato ao rebaixamento na Série A que se aproxima. Deste elenco atual escapam o goleiro Fernando Miguel e o volante William Farias. Ninguém mais. O garoto David é uma promessa, que ainda não se confirmou. Merece novas oportunidades. O técnico Argel, que caiu, foi herói na luta contra a queda de divisão nacional, ano passado. Mas não inspirava mais confiança na torcida.

Do lado do Bahia, o time cresceu nesses dois Ba-Vis. Não vinha bem. Mas fez duas boas partidas, o que dá  ânimo a sua torcida, para a decisão da Copa do Nordeste e também para os próximos duelos contra o próprio Vitória, que já se iniciam domingo, pelas finais do Estadual. Não é que o Esquadrão se tornou excepcional, não é isso. Mas sem dúvida alcançou uma evolução.

O elenco atual do Vitória, de fato, não é bom, longe disso, mas contra o Bahia, especialmente neste último jogo, na Fonte Nova, algo parece ter influenciado para que o time se apresentasse de maneira tão bisonha. No primeiro tempo, nenhum chute a gol. Me pareceu que os jogadores tremeram - isso mesmo, deram tremedeira - ao encarar os mais de 30 mil torcedores rivais no estádio. A equipe rendeu ainda menos do que sua pequena capacidade permite. O retorno de Kieza foi algo mal programado. Visivelmente fora de forma após quase um mês parado, foi um a menos em campo.

Do outro lado, o Bahia, mordido pela injusta derrota no clássico anterior, jogava com raça, disciplina tática,  inspirado na categoria de Allione e nos chutes sempre perigosos de Edgar Junior. Acho o Sport favorito - ainda - ao título. Mas perdeu em casa a primeira da outra  semifinal, contra o Santa Cruz. E o jogo foi na Ilha do Retiro. Tem time para devolver os 2x1 no Arruda ou até fazer mais. Se aqui  a fatura está liquidada pelo Bahia, por lá a decisão está aberta.

Se o Sport vacilar e der Santa x Bahia na decisão, aí sou mais o tricolor da boa terra. Vejo o time de Salvador superior.

 

 



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