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  • Feira de Santana, terça, 25 de julho de 2017

Valdomiro Silva

Bahia relaxou após eliminar o Vitória no Nordestão. E por isso perdeu o Estadual

08 de maio de 2017 | 23h 40
Bahia relaxou após eliminar o Vitória no Nordestão. E por isso perdeu o Estadual
 
 
O Vitória comemora o bicampeonato baiano, confirma a sua hegemonia no Estado, neste início de anos 2000 (estamos apenas em 2017) e joga um balde de água fria no seu grande rival, o Bahia, que ainda irá disputar outra decisão, agora valendo a Copa do Nordeste, contra o Sport Recife. Os dois empates do clássico Ba-Vi que decidiram o título em favor do rubro-negro (atuava por resultados iguais em razão de ter feito melhor campanha nas fases classificatórias) foram jogos de pouca criatividade de ambos os lados.
 
Não chegaram a ser partidas péssimas, mas fracas, com certeza. Tanto assim que apenas dois gols foram assinalados em 180 minutos de futebol. Menos mal que os atletas se abraçaram antes dos jogos e cumpriram o compromisso de não trocar ponta-pés, como ocorrera no segundo jogo da semifinal do Nordestão, em plena Fonte Nova, em um espetáculo lamentável que somente afasta dos estádios quem reprova a violência.
 
Quanto ao título, o Vitória fez por merecer. Ao contrário do adversário, atuou com seu principal elenco quase todos os jogos. O Bahia colocou em campo um time B, em boa parte de suas partidas. Tropeçou em algumas delas e isso lhe custou caro no final. Depois que eliminou o rubro-negro  da final do Nordestão, com um insuspeito 2x0, o tricolor deu a sensação de que também conquistaria o Estadual, mesmo com a desvantagem. 
 
Mas tudo começou a mudar no segundo tempo da primeira partida decisiva. O Vitória conseguiu uma surpreendente mudança de postura, enquanto o Bahia parecia convicto demais de sua superioridade e, talvez por isso, tenha relaxado em um momento que deveria ter multiplicado esforços para liquidar a fatura antes de ir ao Barradão.
 
Algo como se o time imaginasse que poderia vencer a qualquer hora, em qualquer lugar.
Veio o  1x1 na Fonte Nova, o que abriu o caminho para o Vitória conseguir outro empate no jogo de domingo, em seus domínios, para ficar com o título. O Bahia perdeu várias chances de abrir o placar. Sentiu falta de Hernane e de Régis, principalmente. E sucumbiu não a uma superioridade técnica do Vitória, mas aos seus próprios erros.
 
A torcida do Vitória merece um capítulo à parte. Ao lotar o Barradão, fez uma bela festa de comemoração, eternizando algumas imagens emocionantes, para quem é rubro-negro. 
 
Ao Bahia resta a decisão da Copa do Nordeste. O que não é pouca coisa. Um título sem dúvida mais importante que o Estadual, pela maior categoria das equipes participantes. Mas ocorreram dois fatos que podem influenciar negativamente o Esquadrão de Aço nessas finais que começam na semana que vem: a perda do título doméstico para o Vitória e a grande virada do Sport contra o Santa Cruz - o Leão da Ilha do Retiro precisava, e conseguiu, aplicar um 2x0 no arquirival pernambucano, em pleno Arruda, o que eu cheguei a anunciar, aqui mesmo, que deveria ocorrer, antes da partida. 
 
O Sport é a mais forte equipe nordestina da atualidade. Tem um elenco bem superior aos outros grandes da região - inclusive Bahia e Vitória. É favorito para conquistar o Nordestão. Se o tricolor da boa terra perde mais esta, aí, sim, a dor será dobrada para a sua imensa torcida. Por enquanto, o sofrimento - e as críticas - é atenuado pela possibilidade de uma conquista maior. Mas caso ela não venha, o que, repito, é o mais provável, a frustração que ficou contida agora, pela perda do estadual, virá de forma devastadora.
 


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