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  • Feira de Santana, sábado, 16 de dezembro de 2017

Valdomiro Silva

Bahia vence, com justiça, a melhor Copa Nordeste já realizada

25 de maio de 2017 | 13h 49
Bahia vence, com justiça, a melhor Copa Nordeste já realizada
Bahia, campeão do Nordeste. Da melhor edição do torneio, dentre todas já realizadas. Com méritos. O time tricolor foi superior ao Sport Recife no escore ao final dos dois jogos com justiça ao que produziu em campo. Um time mais consistente, melhor arrumado em campo (louve-se o trabalho do questionado técnico Guto Ferreira) e com valores individuais que se sobressairam mais, em que pese, de nome, o rubro-negro pernambucano tivesse mais destaques.
 
Na primeira partida, em Recife, o Sport já dava demonstrações de que vive um momento inferior ao adversário. O Bahia vinha da perda do Campeonato Baiano para o Vitória, mas naquele jogo da Ilha do Retiro mostrou que não havia abalo psicológico algum. Jogou de igual para igual, mesmo em terreno adversário, abriu o placar e permitiu o empate, mas sem deixar dúvida, naquele 1x1, de que o favoritismo dos pernambucanos - que eu mesmo havia destacado em crônica anterior - tinha ficado para trás.
 
Na Fonte Nova, ontem, diante de sua numerosa e apaixonada torcida, o Bahia não se mostrou preso a vantagem de atuar por um 0x0, que lhe daria o título. Jogou com personalidade desde o primeiro minuto e criou chances reais de gol até marcar com Edgar Junior, com direito a uma cavadinha que encobriu o goleiro Magrão. Um golaço.
 
O Sport fez um sofrível primeiro tempo. Diego Souza, Rogério, André e companhia não conseguiram produzir o que deles se esperava. Do outro lado, Régis, que voltava ao Bahia, comandava o time rumo a uma vitória que parecia certa e, mais tarde, viria a confirmar-se. A expulsão de Rogério, ainda no primeiro tempo, foi um erro de arbigtragem. Ao contrário do que disseram os colegas da TV Bahia que transmitiam o jogo, o atacante não simulou penalte. Ele foi travado mesmo por uma alavanca do zagueiro.
 
Tudo bem que não se marcasse penalte. Mas aplicar um segundo cartão amarelo e mandar embora o atleta, foi um absurdo. O narrador da tevê dizia que Rogério "sequer reclamou", o que o levava a crer que teria aceito a expulsão como justa. Um equívoco. Não sair berrando com o árbitro não quer dizer nada. Alguns reclamam, saem chorando. Outros não. 
 
Este fato, no entanto, não pode ser visto como decisivo para o resultado. O Bahia já era muito melhor com 10 contra 10. Veio o segundo tempo, o Sport até melhorou um pouco. Partiu para o tudo ou nada. O time da casa poderia ter aproveitado e liquidado a fatura em várias chances. Não o fez e quase pagou caro por isto. Prevaleceu, ao final, o melhor momento do time baiano, sua melhor arrumação tática e a força do mando de campo - leia-se o magnífico apoio da massa, além de melhor campanha. A taça ficou com quem deveria.
 
A conquista do Bahia, por se tratar do clube de maior popularidade no Nordeste, dá a este certame  um status ainda maior. A repercussão nacional é muito grande, como aconteceu no ano passado, com o título de outro gigante da região, o Santa Cruz. É uma competição que a cada ano se torna mais importante no calendário do futebol brasileiro. 
 
Pela camisa e tradição, o Bahia ficou tempo demais sem um título da Copa Nordeste, 15 anos. Em 2015 e 2016 esteve perto, sendo vice e semifinalista nessas temporadas, respectivamente. A boa sequencia, que culmina com a conquista de 2017, sinaliza realmente que "o campeão voltou", como gritou a torcida do Esquadrão a plenos pulmões na Fonte Nova na festiva noite.


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