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Valdomiro Silva

A dupla Ba-Vi no início do Brasileirão

12 de junho de 2017 | 23h 33
A dupla Ba-Vi no início do Brasileirão
 
 
Bahia e Vitória começam esta Série A do Brasileirão cada um com suas peculiaridades. O tricolor apresenta futebol consistente dentro de casa, onde já venceu três vezes. Mas não tem tido êxito longe da Fonte Nova. São três derrotas como visitante. Com 9 pontos, faz um bom início de certame, sem dúvida. Neste momento, em que pese a derrota para o Grêmio, 1x0, em Porto Alegre, não há por parte dos tricolores motivo para maiores preocupações em relação a rebaixamento. O Bahia está mais perto de brigar para ficar entre os 10 primeiros do que entre os 10 últimos.
 
O Vitória vem de uma exibição razoável frente ao São Paulo, mesm com derrota de 2x0, no Morumbi, e uma boa atuação no Barradão, domingo último, quando obteve seu primeiro triunfo na competição. Vinha de empate na estreia, em Florianópolis, contra o Avai, e de quatro derrotas seguidas. Segurava a lanterna. Agora, não mais. Ainda figura na zona de rebaixamento, mas, pelo menos  nesse instante, sem o desespero de dias atrás.
 
Contra o Grêmio, o Bahia fez sua pior apresentação desses seis primeiros jogos do Brasileiro. O time não foi criativo, surpreendente e agressivo como vinha atuando, mesmo fora de casa. Faltou impetuosidade, confiança, algo assim. Afinal, a equipe da casa não fez grande atuação. Se o time baiano ousasse mais, poderia ter sido outro o resultado. Me pareceu um pouco cansado, medroso, esse Bahia da noite desta segunda-feira.
 
O Vitória não encheu os olhos, nada fez de espetacular, para vencer o Galo. O time mineiro, mais uma vez candidato ao título, é que não jogou nada. Foi um arremedo, uma caricatura, como diziam os comentaristas mais antigos. Li nos comentários dos torcedores uma revolta muito grande. Afinal, a equipe de Robinho, Fred e companhia veio a salvador como franca favorita, enquanto o time da casa, franco atirador. É claro que o Leão da Barra mostrou alguma evolução, especialmente motivada pelo camisa 10 Neilton, que fez um golaço, e pela raça de Kanu, de retorno à defesa vermelha e preta.
 
Muito contestado em sua contratação, o ótimo ex-meio-campo Galo (agora treinador Alexandre Galo), parece ter provocado algum animo no até então combalido elenco rubro-negro. Alguns jogadores demonstram mais vontade, estão se dedicando muito. E esse foi o grande mérito do Vitória frente ao Atlético - longe, portanto, de o time de Galo ter tido uma exibição de gala.
 
Fato é que, antes das 10 primeiras rodadas, o Brasileirão se revela sempre uma incógnita. Até lá, a competição costuma apresentar o que chamamos de "cavalo paraguaio" - um ou mais times que mostram uma força aparente, mas que logo revelam sua verdadeira face, sobretudo quando seus principais atletas sofrem contusões e se vê que não há substitutos para manter o nível. Ou quando adversários desentrosados no início vão evoluindo e aos poucos assumindo seu protagonismo.
 
Se faz, portanto, muito prematuro, qualquer avaliação. Quem está muito lá embaixo, com dois ou três triunfos pode ir para o alto da tabela, e vice-versa, no caso de que ocupa as primeiras posições e sofre duas ou três derrotas. Por ora, Corinthians e Grêmio pintam como fortes candidatos ao título - equipes que não costumam ser "cavalo paraguaio". Quanto a rebaixamento, aí não temos apenas um par de times. São vários.


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