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Valdomiro Silva

A queda dos técnicos e a reação da dupla Ba-Vi na Série A

09 de agosto de 2017 | 23h 49
A queda dos técnicos e a reação da dupla Ba-Vi na Série A

Futebol é mesmo algo muito curioso. O Vitória vinha mal das pernas, no Campeonato Brasileiro, com várias derrotas consecutivas, inclusive em seu estádio, o Barradão (pior ou segundo pior mandante da Série A). Trocou de técnico, de uma hora para outra começou a reação em campo. Em três jogos, duas vitórias e um empate. Nove pontos disputados, faturou 7, aproveitamento de 80 por cento.  

Saiu Gallo, entrou Wagner Mancini, um velho conhecido da torcida – torcida, aliás, que o considera retranqueiro. Acho difícil encontrar algum torcedor rubro-negro que não tenha ficado desconfiado, para não dizer revoltado, quando a diretoria o anunciou. Mas é ele o grande responsável pela mudança de postura da equipe nos últimos jogos, pelo menos tem sido apontado como tal.

E olha que pouco conhece desse elenco atual do Vitória. Pela lógica do futebol, se ela existe em algum nível, deveria necessitar de um tempo para arrumar as peças e começar a colher bons resultados. Não foi preciso esperar. As vitórias e os pontos vieram de imediato, como num passe de mágica.

Situação semelhante vive o Bahia. O tricolor, a exemplo do seu rival,  vinha de uma sequencia negativa e não conseguia vencer nem na Fonte Nova. Pois bem: demite-se Jorginho,  assume interinamente Preto Casagrande, ex-jogador do clube. Eis que o coelho sai da cartola. O time empata com a Chapecoense fora e derrota em casa o São Paulo.

Essa reviravolta na dupla Ba-Vi, após a troca de comando técnico, reforça uma cultura do futebol brasileiro, de substituição do treinador aos primeiros sinais de decadência dos times. Mas será mesmo que os bons resultados chegaram a essas equipes pela simples mudança de seus treinadores?

Há os que defendem a prática de “corpo mole” por parte dos atletas, com o propósito de derrubar o técnico. Não acredito nisso, nunca acreditei. Pode ter ocorrido uma vez ou outra, Brasil afora, mas não é regra. Creio mesmo na imprevisibilidade do futebol. Jogadores que vem mal, de uma hora para outra, encontram motivação e voltam a render bem, ou a render muito mais que o normal. O novo técnico pode, sim, ser essa razão, mas não que o anterior tenha sido aniquilado por eles.

Fato é que os últimos resultados dão novo ânimo as ressabiadas torcidas dos grandes times baianos na Série A. Se até dias atrás o rebaixamento parecia o único caminho, agora abrem-se as portas da esperança, diria Sílvio Santos.

EMANUELA SAMPAIO

Aproveitando a oportunidade para cumprimentar a colunista social Emanuela Sampaio, de volta a Tribuna Feirense. Ela já atuou neste veículo, em sua versão impressa. E agora retorna, escrevendo para o site. Obrigado pelo registro do meu aniversário. E sucesso pra você. Grande abraço.



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