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Valdomiro Silva

Vitória vive momento de reação e Bahia, de muita tensão

29 de agosto de 2017 | 22h 52
Vitória vive momento de reação e Bahia, de muita tensão

Na última vez que escrevi algo aqui sobre a dupla Ba-Vi na Série A do Brasileiro, as equipes haviam trocado seus técnicos e reagiam na competição. O Vitória, de Wagner Mancini, substituto de Argel, vinha de dois triunfos e um empate. O Bahia, de um empate e um triunfo, com Preto Casagrande no lugar de Jorginho. Na semana seguinte, porém, o Vitória foi derrotado em casa para o Avaí em pleno Barradão. O Bahia venceu o  São Paulo na Fonte Nova.

Ou seja: o rubro-negro voltava ao inferno astral, enquanto o Bahia engatava mais um resultado positivo. Daí em diante, nova reviravolta. O Vitória derrotou Corinthians e Coritiba fora de Salvador, ambos por 1x0, resultados incríveis, pela sequencia. O tricolor, que ao contrário fez duas partidas em casa, venceu o Vasco e perdeu  para o Botafogo, 2x1.

A série sensacional longe de seus domínios tirou o Vitória da zona de rebaixamento e o coloca em pé de igualdade diante de outros concorrentes da parte de baixo da tabela, com diferença pequena de pontos. O Leão da Barra ensaia reação semelhante a do ano passado, quando conseguiu fugir da degola também de maneira surpreendente.

O Bahia ganhou uma e perdeu outra, mas como a derrota aconteceu na Fonte Nova, a repercussão é grande. O time está a 1 ponto da Chapecoense, primeiro da zona de rebaixamento, e do próprio Vitória. Depois de um descanso, a torcida do Esquadrão de Aço volta a viver sob tensão máxima. A sensação, algumas rodadas atrás, de que este ano o time do Fazendão estaria livre de ameaça de queda, se mostrou falsa, enganando inclusive a esse observador.

Parece que não há mais dúvida de que a luta do Bahia, este ano, é mais pela permanência que qualquer outro objetivo. Situação que o seu arqui-rival Vitória já experimenta desde o início do certame.  A torcida do Bahia tem um jogo-chave para atenuar o sufoco, em Goiânia, frente ao Atlético local, deste domingo que vem a oito. É bom conquistar ali os três pontos, porque depois, vai respirar ofegante, contra Grêmio em casa e Cruzeiro fora.

O Vitória , por sua vez, cumpriu dois desafios terríveis, mas bem sucedidos, distante de sua torcida. E agora retorna ao Barradão para uma dupla de jogos, contra Fluminense do Rio e São Paulo – este, concorrento direto. Os rubro-negros não sabem se sorriem ou se choram. Pelo retrospecto em casa, onde tem sido presa fácil, até seria melhor atuar no terreno adversário.

Aguardemos os próximos capítulos. Mancini se mantem firme e responsável maior pela guinada de 360 graus da nau rubro-negra. Preto Casagrande, frente a instabilidade, no entanto, segue uma grande incógnita.



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