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Valdomiro Silva

Seleção de Tite passa no teste sulamericano, mas ainda falta a prova europeia

08 de setembro de 2017 | 09h 56
Seleção de Tite passa no teste sulamericano, mas ainda falta a prova europeia
A Seleção Brasileira, era Tite, indiscutivelmente evoluiu bastante, em relação ao time de Dunga, seu antecessor. Nove triunfos consecutivos nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo, mais um empate fora de casa frente a boa equipe da Colombia, não deixam dúvida alguma quanto a isto. São 10 jogos de invencibilidade, em uma competição que, nos últimos 20 anos, sempre passamos com certo sufoco e oscilando bastante, nunca com tantas vitórias seguidas.
 
Mas qual o nível do futebol que a nossa seleção está apresentando? Estamos acima da média no nosso continente, isto parece inegável. Mas e quanto as melhores equipes europeias, estaríamos nessa vantagem toda, tecnicamente, em relação a elas?
 
Esta é uma pergunta ainda sem resposta. Parece haver uma dificuldade para esse tipo de avaliação, em virtude do momento das seleções sul-americanas. A exceção do Brasil, as demais encontram-se muito abaixo do que se espera, incluindo aí Argentina e Uruguai, equipes de grande tradição mundial.
 
Vejo, então, semelhança com as análises que a crônica esportiva regional faz de Bahia e Vitória, ao final do certame estadual ou mesmo de uma Copa do Nordeste. Essas competições não servem de parâmetro para se medir a condição das equipes para a disputa da Série A, ou mesmo da segunda divisão nacional. 
 
Há algum tempo, felizmente, jornalistas esportivos chegaram a essa conclusão, deixando de vender ilusão para as torcidas desses times. Ganhar um campeonato baiano ou mesmo a Copa do Nordeste quer dizer muito pouca coisa, para os preparativos de uma equipe que vai disputar a Série A do Brasileirão. Pena que os dirigentes desses clubes continuam com uma visão distorcida da realidade.
 
Pois é, a Seleção Brasileira não deve ser vista como grande favorita ao título da Rússia em 2018 por seu excepcional desempenho diante dos rivais continentais. Esses adversários não estão oferecendo o grau de dificuldade que possa atestar o otimismo que toma conta de muitos torcedores. 
 
Bem verdade que, no presente instante, a Espanha não é mais aquela campeã de 2010, nem a Alemanha parece ser a mesma máquina dos 7x1 de 2014. A Itália não entusiasma. A Holanda está muito longe do carrossel de 74. Temos, no velho continente, duas sensações, se assim devem ser consideradas, França e Bélgica, que hoje encontram-se em pé de igualdade ou mesmo à frente dessas outras seleções mais tradicionais.
 
O Brasil, assim vejo, encontra-se em um bom estágio, em condição de enfrentar sem temer o favoritismo de outrora dos seus grandes adversários europeus. Mas nada de espetacular, nada que se possa comparar aos melhores times que já conseguiu formar. E, por hora, esperemos por testes mais difíceis, para medir com mais precisão esta nossa força.


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