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  • Feira de Santana, segunda, 16 de outubro de 2017

Valdomiro Silva

Enfim, vem aí o auxílio da TV para tirar as dúvidas do árbitro

29 de setembro de 2017 | 19h 11
Enfim, vem aí o auxílio da TV para tirar as dúvidas do árbitro

Finalmente a CBF rendeu-se a adotar o árbitro de vídeo em suas competições. Creio que, de início, exclusivamente na Série A do Brasileirão. É algo fundamental. Venho insistindo aqui, fazendo coro a muitos outros, e bem, bem mais famosos da crônica esportiva, para que o futebol passe, ao menos nesse quesito, a levar a sério algo que certas pessoas ainda valorizam: a honestidade do resultado de um jogo.

E o que é a honestidade do resultado de um jogo? O fim da possibilidade de uma seleção ser eliminada de uma final de Copa do Mundo por um gol de mão, como aconteceu com a Inglaterra diante da Argentina. Ou de um clássico como Corinthians e Palmeiras ser decidido descaradamente pelo toque de braço na bola na linha do gol. Para citar dois casos apenas.

Culpa da arbitragem, esses acontecimentos? Absolutamente, não. Nem árbitro central, nem árbitro de linha, nem bandeirinha. Existem lances, em uma partida de futebol, que nem mesmo a repetição em vídeo, 10 vezes, resolve a nossa dúvida. Imaginem, então, dirimir uma jogada, um toque de mão, um impedimento de poucos centímetros, ali, a queima-roupa...

Vai se acertar algumas vezes, mas vai se errar outras tantas. Simplesmente, porque o ser humano não é um computador, neurônios não tem a precisão de chips. É claro que acontece, exceções à regra, de um árbitro mal intencionado, premeditado, quem sabe, errar de propósito. Mas isto é exceção. Regra, mesmo, é o erro involuntário, provocado pela dificuldade natural que se impõe ao indivíduo por suas próprias “insuficiências”.

Vejam os senhores: mesmo com o auxílio do árbitro eletrônico, de vídeo, como quer que se chame, veremos, adiante, situações em que nem o replay de todos os ângulos possíveis e imagináveis, com câmeras mega-mega lentas, o diabo a quatro, irão dirimir determinadas dúvidas. Imagina o infeliz que tem a responsabilidade de, com seus dois pequenos olhos, por vezes à distância, decidir se alguém triscou ou não no outro para desloca-lo, ou se o atacante estava cinco centímetros adiante do zagueiro. Não dá, não dá.

Esperamos, portanto, que a CBF se desenrole e coloque logo para funcionar o mecanismo. Li que árbitros estão fazendo curso de 30 dias para que se preparem ao novo trabalho. Confesso não entender para quê tanto tempo. O sujeito vai estar diante do monitor de televisão para assistir dez vezes a mesma cena e informar ao árbitro central o que aconteceu. Ora bolas!

Bahia e Vitória

A dupla Ba-Vi joga este fim de semana pela Série A. O tricolor, hoje, contra o Coritiba.Ambos precisam muito de bons resultados para continuar longe da zona de rebaixamento. Semana passada os dois venceram juntos na mesma rodada. Repetir o feito, vamos ser sinceros, é algo bem improvável. Ao  Bahia, vencer o Coritiba na Fonte Nova é obrigação. É ganhar agora ou sair depois, para dois jogos fora, com a quase certeza de que retornará a Salvador fazendo parte do maldito Z-4. O Vitória, bem, o Vitória vai jogar no Rio contra o Botafogo. Aí, um empate é bem vindo, mesmo que com este resultado o rubro-negro retorne ao lugar dos quatro últimos. Afinal, seu próximo compromisso é em casa contra o Sport, tendo boas chances de recuperar-se. O time vem de uma sequencia inacreditavelmente positiva fora do Barradão, com quatro triunfos seguidos. Uma coisa é certa: os torcedores respiram bem mais aliviado neste campeonato quando o jogo do seu time é longe dos seus domínios. Coisa do futebol, esse esporte repleto de comentaristas por toda parte, porém indecifrável.



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