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Câmara Municipal

Vereador questiona capacidade de empresa operar BRT em Feira de Santana

29 de novembro de 2017 | 18h 30
Vereador questiona capacidade de empresa operar BRT em Feira de Santana
Foto: Reprodução
Durante pronunciamento hoje na Câmara Municipal, o vereador Roberto Tourinho (PV) questionou a capacidade da empresa Auto São João Ltda. de operar o sistema BRT, que está sendo construído pelo Governo Municipal na cidade de Feira de Santana.
 
O edil lembrou que a empresa, vencedora da licitação para explorar o serviço, teve pedido de recuperação judicial deferido pela e tem o prazo de seis meses para regularizar seus débitos.
 
“Se uma empresa tem que pagar um débito de mais de R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais) da compra dos seis ônibus que estão com pedido de busca e apreensão, como conseguirá pagar a todos os outros credores em apenas seis meses, que é quando vence o prazo do pedido de recuperação judicial? O BRT deve entrar em funcionamento em abril e essa empresa deve adquirir os ônibus adaptados, conforme exigido na licitação. Como vai comprar ônibus novos se não tem condições de pagar esses débitos?”, questionou.
 
Tourinho lembrou que a financeira Mercedes Benz do Brasil teve pedido de busca e apreensão de seis ônibus da empresa São João deferido pela Comarca de Votorantim, São Paulo. “Se a dívida referente a compra desses veículos não for paga dentro desse prazo de seis meses, os ônibus serão recolhidos”, afirmou.
 
O outro lado - O vereador e líder governista, Luiz Augusto de Jesus – Lulinha (DEM), afirmou que Feira não sofrerá perda dos ônibus.
 
“O vereador Roberto Tourinho fez uma denuncia sem apresentar todos os detalhes. A empresa São João teve seu pedido de recuperação judicial deferido e recebeu prazo de seis meses para regularizar seus débitos. Até lá, nenhum mandado de busca e apreensão de veículo poderá ser cumprido. Portanto, os ônibus não serão retirados de circulação”, afirmou.

“A empresa está pagando os salários dos funcionários em dias e não há reclamações. Portanto, a Prefeitura não pode fazer demais exigências. O BRT ainda não entrou em funcionamento. Se as empresas não cumprirem o que está determinado, o Município irá tomar as medidas cabíveis”, afirmou.



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