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Glauco Wanderley

Procura-se um comprador para o aeroporto de Feira

18 de Maio de 2015 | 09h 24

UTC, dona da concessão e investigada na Lava Jato, precisa fazer caixa

Procura-se um comprador para o aeroporto de Feira
Por falta de uma cabeceira adequada ao tamanho da aeronave, o avião que faz o voo diário de Feira têm que ser manobrado por um trator

Um novo risco recai sobre o aeroporto de Feira de Santana, por causa da operação Lava Jato.

A UTC, uma das investigadas pela Justiça Federal, é a dona da concessão, para a qual criou um consórcio, associada à Sinart (a empresa que administra rodoviárias e também os aeroportos de Porto Seguro e Juiz de Fora, em Minas).

Como consequência da investigação do Ministério Público Federal e do juiz Sérgio Moro, a UTC vem encolhendo a jato. De acordo com reportagem da Folha de São Paulo da semana passada, o número de funcionários foi reduzido de 30 mil para 15 mil, desde a prisão do dono, Ricardo Pessoa, em novembro.

As medidas de salvação incluem até economia com aluguel. Metade do prédio que ocupava em São Paulo, foi devolvida.

A concessão em Feira de Santana está à venda. E até a de Viracopos, que vale R$ 400 milhões, pode ser passada adiante, para aliviar a dívida com bancos, que vai à casa do bilhão.

Neste cenário, é difícil imaginar que a empresa fará investimentos no aeroporto que só tem um - instável - voo por dia. Apesar do entendimento com o governo do estado no final de abril, o mais provável é que o trator continue manobrando o avião por um bom tempo.

E se a empresa não tiver mais condições de tocar o negócio e não encontrar comprador? Aí a saída terá que ser política e o governo do estado, que quis fazer o aeroporto funcionar, em vésperas de eleição, a fim de mostrar serviço em Feira de Santana, terá que encontrar uma solução. 



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