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Valdomiro Silva

Futebol baiano não pode reclamar de 2017, mas deve sonhar mais alto ano que vem

30 de dezembro de 2017 | 07h 41
Futebol baiano não pode reclamar de 2017, mas deve sonhar mais alto ano que vem

Estamos chegando ao fim de 2017 e o futebol da Bahia pode fazer um balanço positivo do período. O Bahia, embora tenha perdido o Campeonato Estadual para o Vitória, tem uma temporada boa. Afinal, conquistou um título bem mais importante, a Copa do Nordeste, e no Campeonato Brasileiro da Série A, competição em que voltou a disputar após amargar a Série B, obteve uma classificação interessante, que lhe garantiu vaga na Copa Sulamericana – e poderia ter sido melhor, caso o time tivesse jogado com mais raça contra Sport Recife e Chapecoense, partidas em que sofreu duas surpreendentes derrotas.

O Vitória conquistou o insosso estadual, mas seu maior feito foi ter permanecido na Primeira Divisão, após ter feito um campeonato maluco, em que se tornou um temível adversário fora de Salvador, e, no Barradão, que a sua torcida sempre chamou de caldeirão ou santuário, sofreu derrotas em série e humilhantes. De toda sorte, no final das contas, tem o que comemorar, sim senhor. Em situação pior que a dele, Coritiba, Atlético de Goiás, Avaí e Ponte Preta caíram para a Série B.

A Bahia também chega pela primeira vez com uma equipe do interior a Série C nacional, que nos últimos anos ganhou alguma visibilidade e tem até times tradicionais por lá, como o Santa Cruz e o Náutico, forças do futebol pernambucano egressas da Série B. A Juazeirense, da cidade de Juazeiro, conseguiu a façanha tão almejada pelo nosso Fluminense de Feira, que vem batendo na trave, mas ainda não chegou lá.

Se não foi, portanto, o ano dos sonhos do futebol baiano, 2017 não pode ser desprezado, com certeza. Agora, é planejar 2018. Os primeiros sinais, ao menos pelas bandas da dupla Ba-Vi, carro-chefe do estado, não são alvissareiros. Ambos perdendo seus principais e escassos destaques da temporada para clubes maiores e sem uma perspectiva de reposição de peças no mesmo nível.

Os dois maiores times da Bahia mudaram de direção, com suas eleições presidenciais. Precisamos todos aguardar um pouco mais, para ver a disposição, criatividade  – e a responsabilidade, principalmente – de seus novos dirigentes. 



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