Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, segunda, 15 de outubro de 2018

César Oliveira

Atleta transexual não pode competir com atleta feminina. Parecido não é igual.

Cesar Oliveira - 06 de fevereiro de 2018 | 17h 32
Atleta transexual não pode competir com atleta feminina. Parecido não é igual.
Tiffany, atleta transsexual do time do Bauru
Nenhum atleta que biologicamente é homem e tem a memória da testosterona na capacidade pulmonar, força, estrutura óssea, impulsão, distribuição de fibras 1, 2A, e 2x , vai competir sem superioridade contra uma atleta feminina. Em praticamente todos os esportes os índices masculinos são superiores ao feminino. Esta diferença se já existe no homem comum soa ainda mais exuberante em atletas de alta performance. 
 
O uso de drogas para suprimir a testosterona não torna os índices hormonais iguais, nem apaga os efeitos do hormônio, ainda mais em um ano de uso como tem sido aceito. E mesmo que haja índices iguais, ainda assim, são diferentes.  Os níveis de receptores androgênicos, sua sensibilidade e regulação são completamente diferentes entre os sexos.  As mulheres atletas se submetem a analises rigorosas de sua testosterona, e são punidas ou eliminadas do esporte se houver um mínimo de valor acima do limite aceito.
 
Além da própria testosterona existem outros componentes hormonais (adrenalina, cortisol,  igf-1, somatomedina, hormônios tireoidianos, insulina, potencial mitocondrial de ativação de via ampk)  que diferem um corpo do outro- entre os já conhecidos, quanto mais o que ainda nem sabemos- e fazem esta capacidade de desempenho esportivo ser diferente entre um e outro. Além disso,  existe diferença entre reações enzimáticas e suas ações de degradação que são diferentes entre homens e mulheres. É ciência e não empirismo. Não é a toa que a atleta trans, Tiffany,  tem quebrado todos os recordes femininos, no vôlei. O universo biológico que separa os sexos vai muito além da dicotomia testosterona e estrógeno. 
 
Agora, covardemente, em nome do politicamente correto, querem que atletas trans disputem com mulheres, através da imposição de uma agenda que quer mudar a realidade orgânica confundindo fenótipo ( aparência) com genótipo ( constituição biológica) como se o primeiro pudesse anular o segundo.
 
É uma barbárie o que estão fazendo com as atletas mulheres e o esporte feminino, querendo que se aceite de forma totalitária uma condição sem elucidação cientifica e manipulando o discurso da homofobia, quando, em verdade ninguém está discutindo a opção sexual de ninguém, apenas, pedindo respeito às normas cientificas e o equilíbrio das disputas esportivas.
 


César Oliveira LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

CHARGE DO BOREGA

As mais lidas hoje