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César Oliveira

Agenda atual de debate tem nos custado a liberdade.

Cesar Oliveira - 12 de março de 2018 | 14h 12
Agenda atual de debate tem nos custado a liberdade.
De todos os direitos que a civilização conquistou não há nenhum como a liberdade individual e nenhum tão duramente e tão violentamente atacado ao longo da existência humana. Na maioria das vezes, sempre que a civilização foi atacada,  havia um inimigo visível, exibindo sua ambição, força, para tentar submeter os demais ao seu jugo, e tornando óbvio e evidente contra quem era preciso lutar. E justo lutar.
 
Nos tempos atuais, entretanto, quando aparentemente estamos mais avançados e livres, do que jamais estivemos,  é quando sofremos a maior ameaça a liberdade, pois, agora, não há um inimigo definido, ou ele é difuso. Ele se manifesta em discursos politicamente corretos e imobilizadores, quase sempre  sustentado em alguma ideia de reparação, justiça social, progressismo, multiculturalismo, ativismo sexual. ideologia de gênero, questões boderline do direito, desarmamento,  relativismo criminal e outras mais, que apenas instrumentalizam demandas de grupos localizados da sociedade para criar uma narrativa de ocupação de espaços, como agenda dominante. Essas pautas acabam dominando o debate, como principais questões da Soceidade e da maioria e prestam-se ao papel de manter esses fomentadores em evidência  e com maior inserção na comunicação, parte dela espontanea e gratuita. 
 
Protegidos por questões reais, por vezes existentes, essas forças- instrumentalizadas- limitam o espaço de reação da Sociedade e vão aproveitando para expandir-se no que não passa de uma mera luta pelo poder e o velho desejo de subjugar a liberdade do outro; antigo, como sempre. 
 
Assim, vão cerceando o mais importante dos instrumentos humanos:a linguagem. Dominada essa, os atos se tornam reféns. Voltaremos aos casulos. A mercê dos predadores naturais do globalismo.
 
Não custa lembrar, Cecília Meireles: liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda. E o preço por ela, depois de perdida, costuma ser caro.


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