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César Oliveira

É hora de otimismo: retroceder nunca, render-se jamais

Cesar Oliveira - 14 de abril de 2018 | 11h 27
É hora de otimismo: retroceder nunca, render-se jamais
Ex-presidente Lula, preso
A overdose, a exibição pública cotidiana, do processo de degeneração política do Brasil, da corrupção em todas as instâncias administrativas praticadas pelo consórcio entre empresários e governantes, dos três poderes, tem levado a um sentimento de desespero, de desalento, entre os cidadãos. Esses continuam enxergando o Brasil desigual, com péssimos serviços e 45.000 autoridades com foro privilegiado, protegidos de forma indecente dos rigores da lei pela indústria recursal, Judiciário leniente e uma população que se deixar dominar pelo populismo oportunista e não transforma seu voto em um instrumento de reforma.
 
Ao contrário de muitos, nunca estive tão otimista.  Jamais pensei que veria em meu país, o que testemunhei nos últimos quatro anos. O juiz Sérgio Moro e a Lava-Jato inauguraram uma era. Os maiores empresários da nação, condenados e presos, apesar das gigantes bancas de advogados, tão bem simbolizados por Marcelo Odebrecht, Eike Batista, e Joesley Friboi, entre tantos outros; governadores na cadeia, como Sérgio Cabral, e outros que estão com a lei nos calcanhares; deputados os mais diversos condenados e presos, inclusive Maluf; presidente de Câmara, preso; um Senador, Aécio, que será denunciado, já afastado do mandato; um presidente em exercício, Temer, denunciado; Ministros presos, como Geddel e suas malas; além de doleiros, tesoureiros, e diversos outros. Além disso, a prisão em segunda instância está praticamente sem chances de ser revertida e o foro privilegiado tem discussão marcada para início de Maio, no STF, e sofrerá modificações.
 
Não, o sistema não está perfeito, nem otimizado.  Ainda não passou a limpo o Judiciário; há políticos que escapam; punições que não nos parecem suficientes; mas há uma mudança nítida na percepção de combate a corrupção. Nunca antes na história desse país tivemos um combate tão firme, uma Sociedade tão mobilizada, nem a exposição tão franca, dos culpados.
 
Há erros, exageros, que precisam ser contidos, ações pontuais inadequadas- vide, o suicídio do Reitor, em Santa Catarina, a qual, até agora, nem a PF, nem a juíza responsável, apresentaram provas ou pediram desculpas a Sociedade-, mas avançamos a nível que jamais imaginamos. Por fim, a prisão de Lula, que não mobilizou as multidões, como se esperava, em sua defesa, e que vai se confirmando como fato consumado, sinalizou que ninguém está acima da lei.
 
Há idas e vindas, freio de arrumação pontual, mas é hora de ser otimista, acreditar, continuar cobrando. Retroceder nunca, render-se jamais!


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