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  • Feira de Santana, terça, 18 de setembro de 2018

Economia

Com salários atrasados, funcionários da Uefs param atividades e fazem protesto em reitoria

15 de maio de 2018 | 18h 23
Com salários atrasados, funcionários da Uefs param atividades e fazem protesto em reitoria
Foto: Reprodução
Cem funcionários terceirizados da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), protestaram contra salários atrasados, na manhã desta terça-feira (15). A manifestação foi em frente à reitoria da instituição. O grupo suspendeu as atividades na tarde de segunda (14).
 
As aulas são realizadas normalmente na unidade, conforme a assessoria da Uefs. Os funcionários, que são auxiliares administrativos, informaram que só vão voltar a trabalhar quando receberem os pagamentos, que estão atrasados desde abril.
 
Além dos salários, eles contaram que a empresa responsável pelos pagamentos não repassa o vale refeição há dois meses. Os trabalhadores também estão sem receber o vale transporte desde o mês de abril.
 
"A situação é crítica. Uma situação muito difícil para o trabalhador, porque o melhor o trabalhador faz, que é dar a mão de obra, e espera da empresa fazer a parte dela, que é pagar", disse o sindicalista Adi Ribeiro.
 
Conforme os funcionários, o problema é recorrente. Desde que a empresa prestadora do serviço assumiu a função, há um ano e três meses, o pagamento só é feito com atraso.
 
Os trabalhadores dizem que estão sem dinheiro para comprar alimentos e também estão indo a pé para a universidade, por não ter dinheiro para pagar o transporte. "[Estou] com tudo devendo. Água, luz, bujão [gás]. Eu não vou mais tomar dinheiro emprestado. Não sei o que eu faço", disse a auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima Silva.
 
O reitor da Uefs, Evandro Nascimento, não informou o nome da empresa, mas disse que os salários serão pagos nos próximos dias. Ele disse ainda que a empresa que presta o serviço à universidade será trocada.
 
"A empresa que presta o serviço de limpeza e conservação na Uefs há algum tempo vem descumprindo as obrigações contratuais. A universidade tem cumprido suas obrigações e, por isso, no plano imediato a universidade vai fazer o pagamento direto na conta dos trabalhadores. A partir de 1º de junho, o contrato com a atual empresa ser reincidido e outra empresa será contratada", afirmou o reitor.
 


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