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Raquel Dodge defende avanço de investigações contra Arnaldo Cezar Coelho e irmão

Da Redação - 14 de agosto de 2018 | 16h 17
Raquel Dodge defende avanço de investigações contra Arnaldo Cezar Coelho e irmão
Foto: Reprodução

Informações recebidas de autoridades suíças, por meio de cooperação internacional, justificam o avanço das investigações contra o comentarista de TV Arnaldo Cezar Coelho e seu irmão, o empresário e ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (PSD-RJ), no entendimento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a ação também aponta o envolvimento de, pelo menos, mais duas pessoas – Guilherme Fernandes Cezar Coelho e Luciana de Oliveira Hall –, além do senador José Serra (PSDB-SP).

De acordo com informações veiculadas pelo Jota Info, até o momento, não há detalhes sobre quais dados atingem os irmãos Cezar Coelho. O material da Suíça chegou ao Brasil no dia 31 de julho, mas os investigadores ainda não conseguiram fazer o cruzamento e a análise dos elementos. Segundo a PGR, algumas informações financeiras precisam ser analisadas mais detalhadamente. O Ministério Público Federal (MPF) pretende analisar movimentações financeiras de quatro empresas, possivelmente usadas para movimentar valores ilícitos, com dados até 2013/2014.

ENTENDA O CASO – Conforme o Jota, o caso está inserido em um inquérito aberto no STF, a partir de delação premiada da Odebrecht. A investigação apura o possível recebimento de vantagens indevidas referentes à construção do Rodoanel Sul, em São Paulo.

No acordo de delação, Carlos Armando Paschoal, ex-diretor da Odebrecht, informou ter pagado, ilicitamente, R$ 23 milhões para a campanha de José Serra, em 2010. Segundo o depoimento de Paschoal, Ronaldo Cezar Coelho teria sido o responsável pelo acerto de parte desse valor.

Ainda segundo o Jota, em depoimento à Polícia Federal (PF), realizado em fevereiro, Ronaldo Cezar Coelho afirmou ter recebido R$ 6,5 milhões de euros do PSDB. O valor teria sido depositado em uma conta na Suíça, em 2009 e 2010. Segundo o ex-deputado, o dinheiro seria fruto de um pagamento pelo o uso de um avião de sua propriedade em atividades ligadas à campanha presidencial de Serra, em 2010.

O empresário alegou não saber o motivo pelo qual o partido fez a exigência de efetuar o suposto pagamento em outro país. Conforme o Jota, ele disse que apenas aceitou a proposta, indicando uma conta que tinha na Suíça desde 1984. Ronaldo Cezar Coelho ressaltou ainda que, em 2016, trouxe R$ 23,8 milhões que mantinha no exterior para o Brasil, aproveitando o programa do governo de repatriação de recursos.

O STF está discutindo o arquivamento do inquérito. De acordo com o Jota, a magistrada Raquel Dodge insiste que “a investigação sobre Serra deve seguir para a Justiça Federal de São Paulo”, em atendimento à nova regra do foro privilegiado, uma vez que “os fatos investigados referem-se ao período em que José Serra era governador de São Paulo e que os possíveis repasses não ocorreram no exercício do mandato parlamentar”. Por esse motivo, Dodge entende que não é da competência do STF julgar o caso.

Procurado pelo Jota, o advogado Antônio Cláudio Mariz, responsável pela defesa de Ronaldo Cezar Coelho, disse que não teve acesso ao parecer da PGR, eximindo-se de comentar o caso. O informativo veiculou ainda que não conseguiu contato com o comentarista esportivo Arnaldo Cezar Coelho e que “a defesa de Serra  tem reafirmado que o congressista não cometeu nenhuma irregularidade e que todas as campanhas dele foram conduzidas pelo PSDB na forma da lei”.



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