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Bahia

Ferries abandonados geram gasto anual de R$ 140 mil ao Estado da Bahia

15 de agosto de 2018 | 08h 27
Ferries abandonados geram gasto anual de R$ 140 mil ao Estado da Bahia
Foto: Reprodução/TV Bahia

Duas embarcações do sistema ferry boat, que realiza a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, estão abandonadas em uma marina na Baía de Aratu, em Simões Filho, região de metropolitana (RMS), segundo reportagem da TV Bahia. Hoje, o sistema é operado pela Internacional Travessias, a qual assumiu a administração em 2013, após o Governo declarar caducidade do contrato com a TWB.

Cerca de R$ 140 mil são gastos anualmente pelo Estado para manter os ferries, que viraram sucata. A reportagem conta que a embarcação Mont Serrat está fora de operação há duas décadas e tem a estrutura bastante comprometida. Já o Ipuaçu, está desativado há 5 anos e também já está sucateado.

Ainda segundo a reportagem, no Mont Serrat, os efeitos do tempo estão espalhados pelo casco. O aço está corroído e alguns buracos na estrutura estão aparentes. A vegetação cresce na estrutura de aço. Há sinais de infiltração por todo o navio e furos em toda parte do convés. Sempre na cheia da maré, o porão fica encharcado.

O engenheiro naval Marcos Parahyba explica a emissora que a embarcação só não afundou devido a uma manutenção diária. “Está sendo feito um bombeamento 4h por dia. Mas, se esse bombeamento não for feito, ela pode afundar em menos de 24h. Em 18h. Com chuva, também, piora a situação, porque o convés dela não é estanque. Então, além da entrada de água pelas perfurações do casco, você tem entrada de água também pelo convés”, contou.

A TV teve acesso ao interior do Ipuaçu. Na parte de dentro, no salão principal da embarcação, o cenário é de abandono. Cadeiras estão jogadas pelo chão, parte do teto desabou há muitos de coletes salva-vidas. Muitos deles nem foram usados, ainda estão dentro das embalagens, mas fora do prazo de validade.

A reportagem lembra que, em 2011, após zarpar do Terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, o Ipuaçu apresentou problemas e ficou à deriva por 40 minutos. Dois anos depois, foi desativado e encostado onde está até hoje. A promessa era de recuperar a embarcação para voltar a operar.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), responsável pela manutenção das embarcações, informou que vai regularizar a documentação dos dois ferries e leiloá-los.

FONTE: Bahia.ba - TV Bahia



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