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Economia

Exportações de commodities lideraram o volume das exportações em julho

Da Redação - 15 de agosto de 2018 | 17h 24
Exportações de commodities lideraram o volume das exportações em julho
Foto: Reprodução

O saldo da balança comercial foi de US$ 4,2 bilhões em julho, o que levou, nos sete primeiros meses de 2018, a um saldo acumulado de US$ 34 bilhões. O estudo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que o resultado é inferior em US$ 18,5 bilhões em relação ao mesmo período de 2017. A variação das importações em valor na comparação mensal entre os meses de julho de 2017 e 2018, no entanto, foi de 49,5%, acima do resultado para as exportações, 22%. Já no acumulado até julho de 2018, em relação ao mesmo mês do ano passado, as importações cresceram 22% e as exportações 7,9%.

Segundo a FGV, o crescimento das exportações, em julho, está associado ao bom desempenho das commodities (bens ou produtos de origem primária comercializados nas bolsas de mercadorias e valores de todo o mundo e que possui um grande valor comercial e estratégico).  Já o aumento das importações sofreu influência das importações de plataformas de petróleo. Ainda conforme a FGV, a análise dos índices de preços e o volume dos fluxos de comércio esclarecem o desempenho da balança comercial.

No mês de julho, o estudo da FGV indica que o volume exportado cresceu 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, aumentaram 38,3%. No acumulado do ano até julho, as variações são: 2,6% para as exportações; e 13,4% para as importações.

De acordo com a FGV, no caso dos preços, o resultado para as exportações supera as variações registradas para o volume, seja na comparação mensal, seja no acumulado. Essa movimentação, no entanto, não ocorre com as importações. A Fundação enfatiza que o desempenho exportador do mês de julho é explicado pelo comportamento das commodities, que registrou alta de 16,5% nos preços; e de 21,9% no volume, na comparação mensal. Destaca-se o aumento no volume exportado do complexo da soja (40%), petróleo e derivados (41,5%) e carnes (16,2%).

É possível observar também que aumentos de preços acima de dois dígitos foram registrados no complexo soja (11%), minério de ferro (34%) e petróleo e derivados (50%). Nesse cenário, a China tem papel relevante, sendo a principal responsável para o alcance desses resultados. Isto porque, segundo a FGV) as exportações de soja em grão aumentaram 65%, seguida de petróleo (154%) e altas acima de 100% nas vendas de carnes bovina e suína.

Na comparação do acumulado até julho, no entanto, observa-se que a variação nos preços das não commodities é superior ao das commodities. Conforme a FGV, em termos de volume, os dois agregados crescem com o mesmo percentual.

O estudo mostra ainda que o crescimento mais elevado nos preços exportados em relação aos importados explica a melhora nos termos de troca desde maio de 2018. Já em relação a 2017, os termos de troca cresceram 3,9% na comparação mensal. Entretanto recuaram 2,4% entre o acumulado até julho de 2017/2018. As restrições impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump às exportações de soja da China podem ter colaborado para a elevação do preço desse produto. Contudo, de acordo com a FGV, vale ressaltar que em um cenário de acirramento do protecionismo com desaceleração do comércio mundial, o efeito sobre os preços das commodities tende a cair.



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