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  • Feira de Santana, quinta, 20 de setembro de 2018

Economia

Dólar sobe pelo 6º pregão seguido e se aproxima de R$ 4,10

22 de agosto de 2018 | 14h 58
Dólar sobe pelo 6º pregão seguido e se aproxima de R$ 4,10
O dólar opera em alta pelo 6º pregão seguido nesta quarta-feira (22), após ter passado na véspera dos R$ 4 pela primeira vez em dois anos e meio, embalado pelo cenário eleitoral, com os investidores repercutindo as primeiras pesquisas de intenção de voto.
 
Às 14h29, a moeda norte-americana subia 1,11%, vendida a R$ 4,0804 Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 4,0908. Veja mais cotações.
 
Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,25, sem considerar o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
 
Desde o início do ano, a moeda norte-americana já acumula avançou de mais de 20%. A tendência de alta, que havia perdido fôlego a partir de junho, voltou a ganhar força em agosto em meio às incertezas eleitorais e cenário externo menos favorável, fazendo o dólar saltar de cerca de R$ 3,70 para os atuais R$ 4.
 
O mercado cambial no Brasil opera nesta quarta na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana cedia ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.
 
Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram uma fraqueza de candidatos voltados a reformas alinhadas com o mercado. A busca pela moeda indica que o mercado prefere ativos mais seguros em momentos de incerteza, o que leva ao enfraquecimento do real.
 
“Quanto mais próximas estiverem as eleições, maior será a volatilidade do câmbio”, prevê Indech, que considera que a moeda ficará ainda mais instável quando começar a propaganda eleitoral na televisão, quando se acredita que o tempo de exposição dos candidatos pode influenciar a decisão do eleitorado.
 
Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da Modalmais, vê o avanço da moeda nesta terça-feira como uma resposta do mercado à percepção de que o segundo turno não terá candidatos voltados a propor reformas fiscais.
 
“Não dá para descartar a possibilidade de o dólar ir a R$ 4,50 e até a R$ 5 neste cenário. Tudo vai depender do que será definido para o segundo turno”, aponta Bandeira.
 
Ele também vê a possibilidade de a moeda americana voltar para um patamar mais baixo, em torno de R$ 3,70, caso outras pesquisas mostrem chances maiores de algum candidato reformista figurar no segundo turno.
 
Luis Gustavo Pereira, estrategista-chefe da Guide Investimentos, trabalha com a possibilidade de um dólar entre R$ 4,25 e R$ 4,27 nas próximas semanas.

FONTE: G1



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