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Economia

Avião chinês quer entrar no mercado brasileiro para fazer voos regionais

Da Redação - 22 de agosto de 2018 | 15h 14
Avião chinês quer entrar no mercado brasileiro para fazer voos regionais

A Avic Harbin General Aircraft Industry Company Limited, fabricante do avião chinês Harbin Y-12E, quer entrar no mercado brasileiro, com o propósito de aumentar os voos regionais de curto alcance entre cidades de pequeno e médio portes.

Segundo o site Uol Economia, o bimotor turboélice tem capacidade para até 18 passageiros, velocidade de cruzeiro de 270 km/h e alcance máximo de 1.340 quilômetros, sem paradas de reabastecimento. E não deverá ser um concorrente direto dos modelos fabricados pela Embraer, gigante do setor no mercado brasileiro, que, atualmente, produz apenas jatos comerciais com capacidade entre 76 e 146 passageiros, além de jatos executivos.

De acordo com Jorge Santos, sócio-diretor da importadora JCranes e representante exclusivo do Harbin Y-12E no Brasil, há uma expectativa de venda de até 220 aviões do modelo, no mercado interno, nos próximos anos. Desde a criação da aeronave, em 1986,já foram fabricados 226 unidades, até o momento. O modelo opera voos em 30 países.

Conforme o Uol Economia, o bimotor ainda está em processo de homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para obtenção de autorização para realizar voos no Brasil. A expectativa de Jorge Santos, segundo o site, é de que o processo seja finalizado até o início de 2019.

DIFICULDADE DE MERCADO – No Brasil, o avião deverá ser vendido ao preço de US$ 5 milhões, o que corresponde a R$ 19,7 milhões. A perspectiva é de que a aeronave seja utilizada por companhias aéreas regionais. Mas, segundo o Uol, há um problema: o mercado a que o bimotor se destina ainda é pouco expressivo no país. Aviões semelhantes são mais usados para o transporte de cargas, como é o caso do Cessna Caravan.

Para Jorge Santos, no entanto, essa dificuldade tem grandes chances de ser superada. Isto porque, segundo ele, há espaço, no mercado brasileiro, para o crescimento desse tipo de aviação. “Já fizemos algumas pesquisas, e há a necessidade de novas ligações entre cidades que ainda não têm voos regulares. O Brasil vai mudar nesse sentido, e estaremos aqui”, afirmou o empresário.

Ainda de acordo com o Uol Economia, enquanto o mercado não se abre para a venda de aviões de pequeno porte para deslocamento de passageiros, negociações com empresas de transporte de carga estão em andamento. Jorge Santos disse que já manteve contato com algumas delas, a exemplo da DHL e da Fedex, e que o retorno foi positivo. “Tivemos algumas conversas, e eles se mostraram bastante interessados”, ressaltou.

FÁBRICA NO BRASIL – O representante do Harbin Y-12E no Brasil salientou anda que os planos chineses são ousados para esse mercado, podendo incluir até mesmo a instalação de uma fábrica no país. “A ideia é trazer o avião, criar um centro de excelência com peças de reposição e até mesmo montar o avião no Brasil. Esse centro pode suprir toda a demanda da América do Sul”, estimou.

Segundo o Uol Economia, entre 2003 e 2016, a fabricante chinesa foi parceira da Embraer na produção de jatos executivos na China. Juntas, criaram uma joint-venture chamada Harbin Embraer Aircraft Industry (HEAI). Além do jato executivo Legacy 650, a fábrica chinesa também chegou a produzir o avião comercial ERJ-145.



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