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Política

3 dos 13 presidenciáveis pagam anúncio em rede social no início da campanha

28 de agosto de 2018 | 17h 17
3 dos 13 presidenciáveis pagam anúncio em rede social no início da campanha
Uma das ferramentas para alcançar os eleitores, a publicação de anúncios no Facebook ou Instagram (ambos da mesma empresa) teve baixa adesão entre os candidatos à Presidência no início da campanha.
 
Dos 13 presidenciáveis, 3 pagaram para promover suas postagens entre 16 e 27 de agosto (os primeiros 12 dias de campanha): Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoedo (Novo), segundo um levantamento do G1 nos registros do Facebook.
 
Outros 5 presidenciáveis – Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Lula (PT) e Marina Silva (Rede) – tiveram os nomes mencionados em anúncios, mas que foram pagos por outros candidatos. Em alguns casos, para criticá-los.
 
Não houve registros de anúncios durante esse período com os nomes de Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Eymael (DC), João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU).
 
Além dos anúncios de terceiros favoráveis, o G1 identificou 36 postagens com críticas a 6 dos candidatos a presidente.
 
A lei 9.504 diz que o impulsionamento de conteúdo – nome técnico dos anúncios em redes sociais – deve ser feito “apenas com o fim de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações”. Para alguns juristas, isso impede o pagamento para promover postagens que ataquem outros candidatos. Outros, entretanto, acreditam que a prática é possível dentro de determinados limites.
 
Isso significa que os candidatos estão autorizados a pagar para impulsionar postagens que promovam ou beneficiem candidatos nas redes sociais desde 16 de agosto, quando começou a campanha eleitoral. Cada anúncio precisa estar identificado e ter sido contratado por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes.
 
Para permitir o monitoramento desses gastos, o Facebook anunciou em junho uma ferramenta que permite pesquisar o quanto foi pago por cada anúncio relacionado a política ou ao que a rede chama de "temas de importância nacional".
 
A medida foi adotada em meio às cobranças que a rede social vem recebendo, nos EUA, por maior transparência com o dinheiro que recebe de campanhas políticas e após o escândalo de vazamento de dados de milhares de usuários para Cambridge Analytica, que atuou com o time responsável pela eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, e foi contratada para fazer campanha pelo Brexit – como ficou conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.
 
A Biblioteca de Anúncios, como foi batizada a ferramenta, contabiliza 483 anúncios relacionados aos nomes de 8 dos 13 presidenciáveis entre os dias 16 e 27 de agosto.
 
Desse total, 257 – ou mais da metade – foram pagos pelos próprios candidatos ou pelos partidos. Todos os demais foram bancados por outras pessoas, como correligionários que concorrem a outros cargos nestas eleições e citam os nomes dos presidenciáveis em seus próprios anúncios.
 
Há ainda as postagens pagas para criticar os aspirantes ao Planalto. Essas também foram pagas por políticos que concorrem a outros cargos nesta eleição.
 
Henrique Meirelles (MDB) é candidato à Presidência que mais anúncios fez no Facebook e/ou Instagram. Foram 191 desde o dia 17 de agosto, o primeiro dia em que os anúncios dele aparecem. Todos estão registrados no CNPJ da campanha do presidenciável.
 
Na primeira semana de campanha, até o dia 23, o candidato do MDB também havia sido responsável pelo anúncio mais caro até então, na faixa entre R$ 10 mil e R$ 50 mil. Esse, segundo os registros do Facebook, rendeu-lhe mais de 1 milhão de impressões (exibições em timelines de usuários).
 
João Amoêdo (Novo) é o segundo candidato com mais anúncios próprios, com 38 postagens patrocinadas, das quais 20 delas foram do partido e 18 pela própria campanha de Amoêdo. As outras 6 foram pagas por correligionários.
 
Guilherme Boulos (PSOL), o terceiro candidato que fez postagens próprias, teve 28 anúncios registrados com o CNPJ de sua campanha - todos a partir do dia 24 de agosto. As outras 52 postagens foram financiadas por terceiros (49 delas pelo deputado federal Ivan Valente, do mesmo partido).

FONTE: G1



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