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Economia

Desemprego recua para 12,3% em julho, mas ainda atinge 12,9 milhões de pessoas, diz IBGE

30 de agosto de 2018 | 14h 18
Desemprego recua para 12,3% em julho, mas ainda atinge 12,9 milhões de pessoas, diz IBGE
Foto: Reprodução
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em julho, na quarta queda mensal consecutiva, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,3 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,4% (menos 458 mil pessoas).
 
Apesar do crescimento da população ocupada, os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego tem sido puxada também pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho, subocupados ou que simplesmente desistiram de procurar emprego.
 
O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego) bateu recorde, atingindo 4,818 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em 1 ano, o crescimento é de 17,8%, ou um aumento de 728 mil no número de desalentados.
 
No 2º trimestre do ano, o número de desalentados já tinha atingido 4,8 milhões. O IBGE trabalha, entretanto, apenas com trimestres comparáveis na divulgação mensal da pesquisa Pnad Contínua.
 
Segundo o IBGE, o contingente fora da força de trabalho também é recorde, considerando os trimestres comparáveis. O número de brasileiros que nem trabalham nem procuram emprego atingiu 65,5 milhões, um aumento de 1,08 milhão em 1 ano.
 
“Você tem um processo de redução do desemprego, aumento da população ocupada, continuidade do aumento da informalidade. Mas, chamar isso de momento favorável é difícil. Você tem uma nuance de recuperação, que acaba sendo ofuscada por esse aumento da subutilização que chegou ao maior nível da série”, destacou Azeredo.
 
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho, ante 24,6% no trimestre encerrado em abril. Ou seja, ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país.
 
"Quase um quarto da força de trabalho ampliada do Brasil está subutilizada”, destacou Azeredo.


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