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  • Feira de Santana, sábado, 22 de setembro de 2018

Política

Confira a integra da entrevista do pré-candidato ao Governo da Bahia, José Ronaldo

10 de setembro de 2018 | 15h 14
Confira a integra da entrevista do pré-candidato ao Governo da Bahia, José Ronaldo
Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), candidato ao Governo da Bahia, foi o primeiro entrevistado de uma séria de entrevistas realizada pela TV Bahia. A entrevista durou 20 minutos. Amanhã a entrevista será com o atual Governador do Estado, Rui Costa (PT).

Confira a íntegra da entrevista:

Bahia Meio Dia - Candidato, por que o senhor quer ser governador da Bahia?
 
José Ronaldo - Bom dia, abraço a todos. Olha, é uma missão. Eu sou um homem publico, fui vereador, deputado quatro vezes, três estadual e uma federal, prefeito de Feira de Santana eleito quatro vezes, presidente da UPB. Modésti à parte, me acho um homem preparado para uma missão maior, que é ser governador do estado da Bahia. Não é o querer e o não querer. Eu fui convidado pelo meu partido político, tenho o prazer de ter o apoio de 11 partidos políticos e dezenas de candidatos à Câmara Federal, à Assembleia Legislativa ao Senado Federal, ee stou aqui cumprindo com muito prazer, com muita alegria, com muita determinação, coragem vontade de fazer, esta luta, esta disputa eleitoral. Eu adoro a democracia, gosto da democracia, e fazer este jogo democrático com certeza para mim é extremamente importante.
 
Bahia Meio Dia - Na pesquisa Ibope/Rede Bahia divulgada no dia 22 de agosto, o senhor aparece com 8% das intenções de voto. O primeiro colocado aparece com 50% das intenções. O senhor foi prefeito quatro vezes de Feira de Santana, é muito conhecido na região, mas não em todo o estado. Como é que o senhor espera reverter essas pontuações e chegar ao eleitorado da Bahia?
 
José Ronaldo - Estamos lutando muito, viajando a Bahia, já visitamos quase duas centenas de muncípios, participando de muitos eventos na nossa capital. Eu acredito muito nesse processo eleitoral, acredito na vitória no dia 7 de outubro. tTemos uma história, modéstia à parte, bonitana atividade pública, como homem público. Essa questão de pesquisa, a Bahia já deu muitos exemplos de que nem sempr acontece no dia da eleição. Posso aqui citar exemplos bem práticos a respeito disso. A última eleição, por exemplo, um candidato começou com 4% e terminou ganhando a eleição. Em 2206, a mesma coisa. Começou com 2% e terminou ganhando a eleição. Numa eleição bem mais antiga, Josafá Marinho e Waldir Pires, também a mesma coisa. E aconteceu isso também em muitas eleições de prefeitos pelo país afora. Então pesquisa eleitoral é um momento. Eu acredito no início do horário eleitoral, que as pessoas passam a conhecer o candidato, acredito muito e agradeço muito a entrevistas como esta, que está acontecendo neste momento, porque dá a oportunidade ao eleitor de conhecer ocandidato, saber que tem outros candidatos, conhecer a vida do candidato, conhecer a história do candidato, saber e ver que esse candidato tem algo a mostrar para ele, e nós temos uma vida pública que nós estamos mostrando à Bahia e por todos os cantos que nós estamos vivendo. Então acredito sim nesta virada, acredito no sucesso eleitoral e acredito que uma próxima pesquisa vai dar um resultado bem diferente.
 
Bahia Meio Dia - Um assunto muito sensivel aqui no nosso estado, inclusive é uma das prinicpais críticas que o senhor faz no seu plano de governo, é a questão da seguança. Em 10 anos, de 2006 a 2016, segundo o Atlas da Violência, a taxa de homicídios na Bahia cresceu 97,8%. A que o senhor atribui tanta violência, e como pretende reverter esse quadro?
 
José Ronaldo - Eu tenho conversado com a Bahia com frequência. Eu tenho o habito de chegar nos municípios e perguntar ao povo: "Você está feliz com a segurança pública? Você está feliz com a educação? Com a saúde? Com o desemprego?. E a unanimidade das pessoas responde que não estão felizes. Então acho que segurança pública, com certeza absoluta, é um casos na Bahia. Você mostrou aí categoricamente o aumento considerável de 98%, mas o número de mortes na Bahia, o ano passado, é de mais de sete mil mortes violentas de jovens, normalmente pobres, de cor negra, e o governo não toma atitude nenhuma, muito pelo contrário. Quando vai dar entrevista, troca os pés pelas mãos, porque atitude nenhuma, gesto, ação concreta na segurança pública não é feita.
 
Bahia Meio Dia - Quais as suas ações concretas, então, para resolver este problema?
 
José Ronaldo - Primeiro, o Estado, o número de recursos que investe é muito pequeno. É 25% do que gastou em publicidade no ano passado. Então, ele é insignificante para a necessidade de se fazer uma segurança no nosso estado. O número de policiais também é insuficiente. Fala que nomeou seis mil policiais, que ninguém vê nas ruas. Por que? Porque aqueles que foram nomeados de fato e de direto foram apenas para substituir aqueles que foram aposentados. Fala-se em mais veículos na rua, o que também não é verdade. Aqueles veículos que eles falam são apenas para substituir aquels que não tinham mais condição de uso. Aumentar os recurso na aárea, daremos prioridade a essa área.
 
Bahia Meio Dia - Mas quais seriam as suas propostas, as suas medidas?
 
José Ronaldo - Aumentar os recursos na área da segurança pública. Nós daremos prioridade nesta área, aumentaremos os recursos no nosso orçamento, aumentaremos também na saúde pública. E com essa questão nós vamos ver: "O que foi que deu certo em São Paulo?", que tem 40 milhões de habitantes, que na Bahia não tem, temos 15 milhões, e São Paulo tem uma segurança pública muito melhor. O que foi que deu certo em São Paulo?
 
Bahia Meio Dia - O que foi que deu certo, então, candidato?
 
José Ronaldo - É isso. Nós vamos buscar.
 
Bahia Meio Dia - Então o senhor ainda não sabe que medidas seriam essas?
 
José Ronaldo - Nós vamos buscar. Nós temos várias atitudes que constam no nosso programa de governo. No nosso programa de governo, a gente coloca iso com toda a clareza. Como são vários itens, então nós buscaremos isso? E por que não buscar até em outros países aquilo que é bom e que deu certo nesse país, e trazer para o estado da Bahia?
 
Bahia Meio Dia - Mas o senhor sendo eleito, assumindo em 1º de janeiro, então o senhor começaria a pesquisar ainda essas atitudes?
 
José Ronaldo - Não, não, não, não. Nós já temos tudo isso. Tanto que consta no nosso programa de governo. Está tudo escrito e registrado no TRE, no nosso programa de governo. Agora, a segurança pública é uma questão extretmamente complexa. Que você tem que ter, primeiro, uma equipe de governo composta de pessoas técnicas, de pessoas competentes, não por causa de indicação política, mas realmente pessoas que tenham capacidade de fazer a seguança pública. Eu vou assumir pessoalmente o comendo disso, não vou aqui tirar o braço da seringa, me omitir, ser omisso dentro do processo.
 
Bahia Meio Dia - Eu lhe pergunto, candidato, porque seu plano de governo tem 116 páginas, salvo engano, e nem todo eleitor infelizmente, para para ler o plano de governo. Uma entrevista como esta é justamente a oportunidade para quem está em casa saber quais seriam as atitudes tomadas por um eventual governo do senhor.
 
José Ronaldo - Aumentar o efetivo da Polícia Militar. Este número é insuficiente. Todos os locais da cidade que passamos não é suficiente. Ter numa população de 45 mil habitantes dois policiais trabalhando é insignificante. Então, uma das atitudes será aumentar o efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil. Segundo: dar equipamentos à Polícia Militar, para ter condições de enfrentar o bandido em condições melhores. Armamento, veículos capazes, dotados de condições técnicas, equipar a Polícia Rodoviária Federal com equipamentos modernos, para que nas estradas da Bahia ela tenha uma fiscalização melhor, com vídeomonitoramento extremamente capaz, para que ajude, em contato online com a segurança pública, para informar carros suspeitos, pessoas suspeitas que passam pelas estradas. São algumas das ações práticas e objetivas que faremos para melhorar a segurança pública do nosso estado.
 
Bahia Meio Dia - A própria segurança pública, além da polícia, ela depende muito de investimentos em prevenção, como na educação. A nossa Bahia, por exemplo, tem o pior índice de ensino médio do país. DE acordo com o MEC, o IDEB, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2017, que foi divulgado na semana passada, coloca o nosso estado com nota três, que inclusive é menor do que em 2015, quando foi a última análise, que era 3,1, e anosa meta era 4,3 para este ano. Então estamos com o pior ensino médio do Brasil. Sabendo que um aluno do ensino público estadual custa em média R$ 3 mil por ano, que um valor equivalente ao que custa um aluno da rede particular por mês, como fazer com nossa educação seja mais competitiva, consiga atingir essas metas do IDEB, com um orçamento tão apertado, candidato?
 
José Ronaldo - Dar priodade. Eu acho que o Estado tem determinadas secretarias que não ão necessárias. Então nós diminuiremos os custos dessas secrtarias desnecessárias, diminuiremos a estrutura administrativa do Estado.
 
Bahia Meio Dia - Que secretarias, por exemplo?
 
José Ronaldo - Isso eu não posso antecipar essas qustões. Eu acho que como candidato, eu não devo dizer que é a secretaria A, B ou C. Mas eu tenho afirmado categoricamente que vou diminuir a máquina administrativa do Estado. Isso tudo é fruto de estados que devem ser feitos, como governador eleito, mesmo porque tenho que mandar para a Assembleia Legislativa da Bahia, para ser aprovado. Mas a educação na Bahia não foi prioridade nestes 12 anos. Tanto no ensino superior, quanto no ensino médio. Não foi prioridade.
 
Bahia Meio Dia - Em Feira de Santana, candidato, os números também não são bons. 
 
José Ronaldo - Mas são melhores.
 
Bahia Meio Dia - A gente tem desde 2013, período do seu governo, o município não atinge os índices mínimos também, qu são propostos como meta do IDEB. Onde é que a sua administração falhou? Então faltou também priorizar a educação em Feira de Santana?
 
José Ronaldo - Não. A nossa administração é bem superior ao estado. Se você for olhar, no meu período de governo, quando esses índicees começaram a ser avaliados, eles foram sempre crescentes. Em meu governo ele cresceu, ele foi evoluindo. Eu fiquei quatro anos fora do governo, e esses índices regrediram. Quando eu voltei em 2013, eles voltaram a subir. Você pode olhar: 2013, 2015 e 2017 eles avançaram.
 
Bahia Meio Dia - Mas ficaram muito aquém da meta.
 
José Ronaldo - Não. Não é bem aquém.
 
Bahia Meio Dia - Por exemplo, em 2013, a meta era 3,7. A nota ficou em 3,1, aqui para a oitava série/nono ano. 2015, a meta era 4. Feira de Santana atingiu 3,5. E em 2017, era 4,3 a meta, e o índice atingido por Feira foi 3,6. Então, a gente tem uma diferença de pelo menos sete décimos aqui no último ano.
 
José Ronaldo - Sim, mas evoluiu. Eu afirmo aqui categoricamente, e seus dados estão mostrando, que nosso números evoluíram. Ele cersceu, ele vai crescendo, ele está evoluindo, como é no Brasil. Ele está evoluindo até acima da maioria dos municípios brasileiros. Por exemplo, nas séries iniciais, que é 4,5, nós alcançamos já 4,4. Esses últimos dados, que a média do Brasil é 4,5, Feira de Santana já atingiu 4,4. Então nós já estamos praticamente, a diferença é apenas de um décimo. Das séries de quinta a nona série, nós evoluimos também nesses anos todos. Nós evoluímos nesses anos de 2013, 2015 e 2017. Houve uma evolução. Então, se nós estamos evoluindo, nós estamos no caminho certo. Diferente do estado, que regrediu. O estado rgrediu. O estado é hoje o pior estado da federação brasileira. É o vigésimo sétimo. Nós estamos na média brasileira, no caso de Feira de Santana. Evoluindo. Eu confesso, e isso é público e notório, que nós não atingimos o número máximo, mas falta só um décimo, da 1ª à 4ª série, para atingirmos o que determina o MEC. Portanto, nós estamos evoluindo. E se nós estamos evoluindo, eu posso falar o que vou fazer no estado.
 
Bahia Meio Dia - Na verdade, a meta brasileira está em 3,8, e Feira de Santana está com 3,6. Então, também está abaixo da média. Agora, tem um ponto polêmico no seu plano de governo que diz que nenhuma escola estadual foi construída nos últimos 12 anos. A Secretaria de Educação Estadual informou que, nos últimos quatro, foram entregues 30 novas escolas. Eu queria saber como é que o senhor pretende melhorar a nossa educação sem conhecer de fato a realidade. Ou esses números foram intencionalmente modificados, candidato?
 
José Ronaldo - Você falou no final a minha intenção. Eu construí como prefeito de Feira de Santana, em cinco anos, 30 escola - 18 creches e 14 escolas. E não são pequenas escolas. São escolas com mais de 10 salas de aula, escolas com auditório, biblioteca, ginásio de esportes coberto, área de lazer para criança. Então, o estado dizer que em 417 municípios construiu 30 escolas é muito pouco.
 
Bahia Meio Dia - Mas quando o senhor coloca no seu plano que nenhuma foi construída, o senhor não está distorcendo esses dados?
 
José Ronaldo - Não. absolutamente.
 
Bahia Meio Dia - É desconhecimento ou foi proposital?
 
José Ronaldo - Não, não, não. Eu sempre disse e sempre coloquei que o estado não tem construído escolas, e realmente não tem construído escolas. Será que nessa relação ele coloca em que municípios. Porque eu já visitei e já pesquisei em 380 municípios, e ainda não encontrei escolas. Eu gostaria que eles dissesse onde foram estas 30 escolas.
 
Bahia Meio Dia - Então o senhor está dizendo que estas escolas não foram entregues. Que essa informação não é verdadeira?
 
José Ronaldo - Não, eu acho que tem que ter transparência. Eu acho que precia ter mais transparência, para poder dizer à sociedade, aos baianos, essa questão. Eu acho que é preciso colocar as coisas bem mais claras, bem mais objetivas. Essa questão de Feira de Santana, do IDEB, eu nunca escondi. Mas sempre fiquei alegre, trabalhando incansavalemente, no sentido de evoluir. E nós estamos evoluindo. Se nós estivéssemos regredindo, eu não falaria do assunto educação, mas nós estamos evoluindo. Quando nós estamos evoluindo, nós estamos trabalhando incansalvelmente para vencer o desafio. É diferente da Bahia, que não trabalhou, regrediu, saiu do 17º para o 27º.
 
Bahia Meio Dia - Vamos falar sobre saúde, candidato, que é outro assunto que também é um grande desafio para um eventual governo do senhor. O senhor disse que vai tratar como prioridade a questão da saúde, sobretudo a regulação de vagas. Hoje a gente tem uma demanda de regulação diária girando em torno de 1 mil a 1,5 mil solicitações. O senhor diz que quer criar novas regiões de regulação. Novos leitos, para suprir essa demanda, o senhor pretende criar também? Em quanto tempo? E com que orçamento o senhor pretende resolver essa questão da saúde?
 
José Ronaldo - Sobre isso, como prefeitro, quando eu assumi em 2001, nós tínhamos 18 unidade de saúde. Eu saí da prefeitura com aproximadamente 150 unidades de saúde. Quando eu inicie minha vida como prefeito, Feira de Santana gastava 15% na saúde. Eu saí da pefeitura gastando 27% na saúde. Portanto, nós ampliamos os recursos. A Bahia gasta rigorosamente os 12% da saúde, que diz a constituição. Portanto, na prática, eu gastei mais como prefeito. Como governador, pretendo fazer isso,: investir mais. A central de regulação, o que eu quero dizer é que é uma revolta na Bahia, das pesoas chamando de fila da morte, com a central de regulação. Então, nós vamos distribuir pelo estado, pelas várias regiões do estado. São 11 regiões que nós pretendemos criar, para facilitar o contato das pessoas, fazer realmente de forma técnica, e não política - porque as pessoas ficam procurando deputados A, B ou C para conseguir vaga em hospitais, e isto não deve acontecer e não vai acontecer, nós lutaremos bravamente para não permitir isso.
 
Bahia Meio Dia - E como será feito, candidato?
 
José Ronaldo - Será feito com responsabilidade, com pessoas técnicas, com pessoas competentes, com pessoas honestas, com pessoas que saibam fazer isso respeitando o cidadão e a cidadã, para que faça isso realmente com rigor, com extremo rigor. Agora, se você hoje está em Barreiras e quer ter o contato com Salvador, para poder resolver, ele vai resolver lá em Barreiras. Ele vai resolver em Teixeira de Freitas, ele vai resolver em Feira de Santana.
 
Bahia Meio Dia - Então, o senhor pretende abrir mais unidades de saúde, abrir mais hospitais? É isso que o senhor está dizendo?
 
José Ronaldo - Hospitais sim. Há um compromisso de abrirmos hospitaios, sim. No extremo sul, mais um hospital no oeste, mais um hospital na região sisaleira da Bahia, um na região norte e um de Feira de Santana.
 
Bahia Meio Dia - Eu queria saber a questão orçamentária. De onde o senhor vai tirar dinheiro, então, para a construção destes hospitais, para ampliação do número de policiais que o senhor falou... De onde vai vir o dinheiro? De onde o senhor pretende retirar esse dinheiro?
 
José Ronaldo - Do orçamento do estado. Aplicando com rigor, com honestidade, com transparência, com seriedade, como eu fiz como prefeito.
 
Bahia Meio Dia - Sobre a questão ainda da saúde, a gente tem essa demanda, a gente tem muita gente na fila, e as vagas insuficientes. A Organização Mundial da Saúde estima que a gente deveria ter de três a cinco vagas para cada mil habitantes. OU seja, um estado como a Bahia, a gente deveria ter pelo menos 45 mil leitos, ou até 75 mil leitos. Aqui a gente tem 23 milç, ou seja, a gente precisaria dobrar o número de leitos. O orçamento do estado é suficiente para a gente conseguir chegar a este objetivo?
 
José Ronaldo - A Bahia é o estado que mais fechou leitos do SUS, no nordeste brasileiro. Fechou 3,3 mil leitos do SUS. Ou seja, Hospitais particulares conveniados com o SUS foram fechados 3,3 mil leitos. Nós vamos abrir todos estes leitos. Nós vamos ampliar, sim. Eu tenho certeza absoluta.
 
Bahia Meio Dia - Com que recurso? 
 
José Ronaldo - Com recurso público. Com recurso público do estado sendo bem aplicado, com seriedade. Eu disse lá atrás que o estado gasta hoje 12% na saúde, 12,3%, 12,4%, 12,5%. Então, com certeza absoluta, nós queremos e vamos investir mais. Meu compromisso é, no primeiro ano, ampliarmos para 13%, no segundo para 14%, no terceiro para 15%. Nós não podemos ficar investindo só 12%. Se a gente for investir 12%, vai fazer o que o estado faz hoje. Quando abre um hospital, que abriu em Ilhéus, o Hospital Costa do Cacau, fechou o Hospital Regional de Ilhéus.
 
Bahia Meio Dia - Se aumenta o recurso, e o senhor pretende aumentar para 12,%, 13%, 14% e 15%, de onde o senhor vai tirar?
 
José Ronaldo - Tirar do orçamento do estado, da administração pública do estado. Como eu lhe disse lá anteriormente, há determinada estrutura do estado hoje em que se colocam recursos, que nós vamos tirar. E vamos priorizar saúde, segurança pública e educação. Serão prioridades essas três áreas. Nós vamos colocar mais recursos nessas três áreas. OUtras áreas evidentemente que nós vamos tirar. Não tem como não tirar. Nóz faremos isso. Agora, é claro que trabalharemos arduamente na boa aplicação do dinheiro público, para que a gente faça com muita seriedade, como eu fiz ao longo da minha vida, com certeza.
 
Bahia Meio Dia - Falta um minuto, candidato, para a gente concluir a entrevista. Eu sugiro a gente falar sobre o desemprego. A gente tem 1,1 milhão de desempregados, quase 900 mil desalentados. Diante de uma crise nacional, como movimentar nossa economia?
 
José Ronaldo - Com seriedade, transparência, fazendo investimentos, atraindo empresas, mostrando que realmente a Bahia não está aumentando impostos. Meu compromisso é não aumentar a carga tributária do estado. Então o cidadão vem se instalar na Bahia sabendo que não vai haver aumento da carga tributária. Muito pelo contrário, eu vou diminuir o ICMS para o caminhoneiro, porque a Bahia aumentou - cinco a oito dias antes daquela greve dos caminhoneiros, eles aumentaram. Nós vamos diminuir esse imposto e nós vamos dar condições para que a empresa acredite n governo, acredite na Bahia e venha instalar a empresa em nosso estado, para gerar emprego e renda para os nossos jovens.

FONTE: G1



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