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Segurança

Morre no Clériston a nona vítima da rebelião no Presídio

25 de maio de 2015 | 17h 22
Morre no Clériston a nona vítima da rebelião no Presídio
Rebelião em presídio é encerrada com oito mortes (Foto: Reprodução/GloboNews)

O detento ferido durante rebelião no conjunto penal de Feira de Cidade, a 100 km de Salvador, morreu na tarde desta segunda-feira (25), no Hospital Geral Clériston Andrade. Segundo informações do diretor da unidade de saúde, dr. João Carlos Pitangueira, o paciente tinha estado considerado gravíssimo e não resistiu aos ferimentos. O óbito foi confirmado às 14h45.Ainda de acordo com o hospital, ele não tinha marcas de tiros, mas apresentava uma série de lesões pelo corpo. Os outros quatro feridos na rebelião foram atendidos e liberados da unidade de saúde.


Os corpos dos oito detentos assassinados no conjunto penal de Feira de Santana foram retirados no início da tarde desta segunda-feira e levados ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade. Os crimes ocorreram durante rebelião iniciada no domingo (24), quando familiares dos presos foram feitos reféns durante horário de visitas.

O movimentofoi encerrado pela manhã desta segunda, com a liberação das pessoas, que passaram a madrugada dentro do conjunto penal. Com o fim da rebelião, após mais de 18 horas de negociação, uma perícia e vistorias foram realizadas pelas polícias nas dependências da unidade prisional."Foram achadas muitas facas, mas ainda não temos como dizer a quantidade. A Polícia Civil está trabalhando na apuração das responsabilidades e os autores dos crimes já foram identificados", informou o delegado João Uzzum, coordenador de Polícia Civil de Feira de Santana.

Durante a negociação com a polícia, os presos rebelados entregaram um saco com três armas: dois revólveres e uma pistola.

Entre os detentos mortos, pelo menos um foi decapitado. Cinco homens ficaram feridos. Apenas um dele permanecia internado em estado grave, nesta segunda-feira, no Hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana.

As negociações foram mediadas pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal da cidade. Entre os reféns, sete eram crianças.

Segundo as autoridades, o motivo da rebelião é a disputa entre facções rivais. "É uma briga de facção, restrita ao módulo 10. Todos os outros módulos ontem [domingo] não se envolveram nisso, receberam alimentação, luz elétrica, água encanada. Não se envolveram. É uma coisa específica. A polícia foi acionada imediatamente. Tanto a Polícia Civil, para fazer inquérito, como a Polícia Militar", disse o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização. Segundo a polícia, as mortes e ferimentos foram causados em brigas entre os próprios presos.

Os detentos exigiram a presença de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Feira de Santana para encerrar a rebelião. Por volta das 19h do domingo, a comissão chegou ao local, entretanto, os presos mudaram a posição e disseram que só iriam começar a liberar os reféns e se entregar na manhã desta segunda-feira (25).O fornecimento de água foi cortado no local, mas o abastecimento de energia mantido até o fim do conflito.

Situação do presídio
De acordo com informações disponíveis no site da Seap, o presídio abriga 1.467 detentos, no entanto, só possui capacidade para 644. Com isso, 823 excedem a capacidade. Desse total, a grande maioria, 1.376, é de homens - 1.055 presos provisórios e 341 condenados. Das 91 mulheres, sendo que 49 provisórios e 42 condenados.

A Seap informa ainda que a unidade tem 13 pavilhões - 12 masculinos e um feminino. Dos próprios para homens, seis não estão em funcionamento. Três locais são improvisados para recebimento de presos em regime especial, como idosos e pessoas em regime semi-aberto.

FONTE: Do G1 BA



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