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Greve geral na Argentina contra governo Macri paralisa transportes e serviços

25 de setembro de 2018 | 14h 25
Greve geral na Argentina contra governo Macri paralisa transportes e serviços
Foto: Reprodução
A quarta greve geral contra a política econômica do governo de Mauricio Macri, convocada pela principal central sindical da Argentina, paralisa transportes e serviços nesta terça-feira (25) no país.
 
A greve foi convocada no momento em que Macri está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU e se reunir com investidores para tentar transmitir confiança.
 
Pelo menos 15 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela paralisação, que afeta o funcionamento de ônibus, metrô e trens. Desde o final da tarde de ontem, as seis linhas do metrô de Buenos Aires estavam completamente paralisadas, aderindo a greve e não funcionarão novamente até amanhã.
 
Geralmente lotadas por engarrafamentos, as ruas de Buenos Aires possuíam um pequeno tráfego e, no centro da cidade, as buzinas e os ruídos do motor eram substituídos pelo silêncio, informa a Reuters. Na região de Rosário, onde está localizado o maior polo agro-exportador da Argentina, os embarques de grãos e derivados foram interrompidos pelo protesto dos trabalhadores.
 
Nos aeroportos, empresas como Aerolíneas Argentinas e Latam já anunciaram o cancelamento de todos seus voos domésticos, por isso sugeriram aos clientes que reprogramem suas viagens. Não há transporte de caminhões, bancos, comércios, escolas, universidades e repartições públicas foram fechadas.
 
No Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Zona Norte do Rio, foram cancelados 12 voos. De acordo com o RioGaleão, voos das companhias áreas Gol, Aerolineas Argentinas e Latam, que fariam o trajeto entre Rio e a capital Buenos Aires foram afetados.
 
Em São Paulo (aeroporto de Guarulhos), quatro voos da Aerolineas que partiriam da capital argentina também foram cancelados. A aérea também desmarcou quatro partidas de Guarulhos para Buenos Aires nesta terça-feira.
 
Nos hospitais públicos do país, devem funcionar os serviços mínimos para emergências. Os serviços de coleta de lixo e postos de combustível também serão afetados pela paralisação.
 
Apesar de realizarem operações, espera-se um dia com pouca atividade nos mercados financeiros já que os bancários também se comprometeram com a greve. A renúncia do presidente do banco central, Luis Caputo, anunciada nesta terça-feira também afeta os mercados. O dólar era negociado em alta de mais de 2%, ao redor de 39 pesos.
 
A paralisação, promovida pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), visa protestar contra os ajustes do governo em meio à crise que afeta o país pela desvalorização abrupta do peso argentino registrada desde o final de abril, a alta inflação (que deve superar 40% em 2018), e a queda da atividade econômica. Os líderes sindicais exigem reposição salarial e também rejeitam o acordo com o FMI.

FONTE: G1



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