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Cultura

Ipac finaliza reparo do Convento de Nossa Senhora dos Humildes

29 de maio de 2015 | 15h 45
Ipac finaliza reparo do Convento de Nossa Senhora dos Humildes
Até segunda-feira (1º), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) finaliza os serviços de conservação preventiva e curativa dos bens móveis integrados da Igreja do Convento do Recolhimento de Nossa Senhora dos Humildes. Originária do século XVIII, de 1793, a capela fica à margem do Rio Subaé, na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo baiano.

"Além de vistoria técnica, como faremos no painel tombado do artista Lênio Braga, no terminal rodoviário de Feira de Santana, as equipes do Ipac atuam nas restaurações e obras, como na igreja de Brotas e no Passeio Público, em Salvador, e na igreja de Miradouro, em Xique-Xique, entre outras ações", explica o diretor do instituto, João Carlos de Oliveira. Muitas ações do Ipac são feitas em parceria com universidades, instituições culturais, prefeituras municipais e até proprietários de bens culturais tombados.
 
O convento e a igreja dos Humildes são tombados pelo Estado da Bahia como Patrimônio Cultural desde 1981. O acervo, composto por 500 peças de arte sacra, é tombado como Patrimônio do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1995. O espaço hoje tem um museu com o mesmo nome, que possui convênio de cooperação técnica que inclui a dinamização e conservação do acervo, via Diretoria de Museus (Dimus).

Valor monumental

A ação de manutenção e restauração do Ipac teve início em 18 de maio e é conduzida pela Coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores). São marceneiros, técnicos e auxiliares em restauro, encarregados pelas intervenções restaurativas e investigações técnicas. "Até o momento, já foi feita a conservação do púlpito em madeira, metade do altar-mor e dos altares laterais e a retirada de camadas de sujidades, além de pequenas intervenções na madeira", afirma a coordenadora da Cores, Kathia Berbet.

A fachada principal está voltada para um largo onde a maioria dos imóveis são casas térreas pertencentes ao convento. A área construída é de 1,8 mil metros quadrados, e o conjunto tem elevado valor monumental, compreendendo capela, recolhimento e seminário novo.

A fachada da capela possui três portas com molduras de lioz. A lateral esquerda é uma galeria semi-entaipada de arcos, revestida de azulejos semi-industriais e terminada em platibanda com grandes jarros. No interior, azulejos policromados e figurativos. Já os azulejos da igreja são todos lisboetas. Os azulejos da sacristia - do final do século XVIII – são azuis e amarelos com decoração fitomórfica de verdes e roxos. Toda a talha em madeira é neoclássica. 

FONTE: Secom.Ba



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