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Valdomiro Silva

As decisões pelo Brasil e a grande partida do Bahia de Feira, na Arena Fonte Nova

Valdomiro Silva - 21 de abril de 2019 | 20h 20
As decisões pelo Brasil e a grande partida do Bahia de Feira, na Arena Fonte Nova

O final de semana de decisões nos campeonatos estaduais reservou algumas boas emoções para os torcedores. Na Bahia, não há que se reclamar. Tivemos uma grande final entre os homônimos tricolores, o de Salvador e o de Feira de Santana. Dois grandes jogos fizeram estas equipes, no Joia da Princesa e na Arena Fonte Nova. Falaremos aqui mesmo sobre esse interessante confronto regional.

Um dos mais “charmosos” estaduais, o do Rio de Janeiro teve uma decisão sem graça, com um Flamengo nunca tão superior, diante de um Vasco muito longe, em investimento e tudo o mais que se quiser comparar com o time da Gávea no momento. Dois a zero nos dois jogos finais, para não deixar qualquer duvida quanto a grande diferença, hoje, desses times tradicionais.

O São Paulo vai continuar na fila, no Paulistão. O Corinthians, com sua peculiar frieza, empatou a primeira partida fora de casa e derrotou o rival neste domingo, 2x1, em seu estádio, sagrando-se campeão paulista de 2019, contra os prognósticos de muita gente – justos prognósticos, diga-se, pois o time da Arena Itaquera, tecnicamente, talvez seja o mais fraco dos grandes no Estado.

No Rio Grande do Sul, o Grêmio, que  vive um bom momento – não aquele do título da Libertadores, dois anos atrás, mas ainda superior ao aguerrido Internacional – levou a melhor, derrotando o arquirrival em sua Arena, ainda no sábado, em disputa de penalidades, após igualdade em dois confrontos.

O Cruzeiro, do interminável Fred, artilheiro nacional até aqui na temporada, com 15 gols, derrubou um Atlético Mineiro que perdeu a confiança do seu torcedor com uma pífia, até aqui, campanha na Libertadores da América. Os azuis de BH, inegavelmente, tem uma equipe bem mais qualificada.

O Atlhetico Paranaense, ao derrotar o Toledo, 1x0, sagrou-se campeão estadual. Essa conquista guarda um detalhe curioso. O time da Arena da Baixada atou em todo o certame com um elenco alternativo, poupando os titulares para a Libertadores da América, onde vai bem, diga-se. E mesmo com um quadro reserva, superou Coritiba e Paraná Clube, os outros grandes do Estado.

No Nordeste, além do Bahia campeão, o Fortaleza, de Rogério Ceni, conquistou o título até com alguma facilidade diante do Ceará, derrotado nas duas partidas finais, hoje por 1x0 com mando de campo cearense,

Nos pênaltis o Sport conquistou o Pernambucano frente ao Náutico. O rubro-negro, atuando em sua Ilha do Retiro, venceu o primeiro jogo nos Aflitos, deu pinta de que teria uma certa tranquilidade no segundo confronto, em casa, mas recebeu um visitante indigesto, que saiu atrás no marcador e conseguiu virar o jogo, 2x1.  

Aqui, onde o Brasil foi descoberto, o Bahia de Feira lutou bravamente, mereceu ser aplaudido, e foi, ao final do jogo em que caiu para o Bahia da capital, 1x0, gol de pênalti. Os feirenses também tiveram um pênalti a seu favor, poderiam ter empatado, mas Vitinho desperdiçou a cobrança. Pesou, e muito, aquele gol sofrido na primeira partida do duelo, quando o Tremendão vencia por 1x0  - foi superior e merecia até um placar mais elástico – e cedeu o empate aos 52 minutos do segundo tempo.

O jogo da Arena Fonte Nova, onde o Bahia de Salvador costuma atropelar adversários interioranos, foi muito equilibrado e o time do professor Jodilton, dirigido pelo bom técnico Quintino Barbosa, encarou o supercampeão estadual (completou 48 títulos) de igual para igual. Merecem parabéns todo o elenco, comissão técnica e diretoria do vice-campeão Bahia de Feira, chamado de “terceira força” estadual, pelo experiente volante campeão Nilton, em entrevista ao radialista Wilson Passos.

Não apenas pela ótima campanha, mas por sua estrutura e organização, o Bahia de Feira é, no momento, o mais competitivo time do interior da Bahia. Se mantiver a pegada, pode almejar uma vaga na Série C nacional em 2020. A Série D está aí, na porta.



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