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Mundo

Número de mortos nos ataques no Sri Lanka sobe para 290

22 de abril de 2019 | 14h 09
Número de mortos nos ataques no Sri Lanka sobe para 290
O número de mortos nos atentados de domingo de Páscoa no Sri Lanka subiu para 290, informou a polícia nesta segunda-feira (22). Cerca de 500 pessoas ficaram feridas nos ataques que atingiram três igrejas e quatro hotéis no país asiático. O governo decretou estado de emergência a partir da meia-noite (15h30 de Brasília).
 
O porta-voz do governo, Rajitha Senaratne, afirmou que, 14 dias antes dos ataques, relatórios do serviço de inteligência indicavam que eles ocorreriam. Porém, ele ressaltou que o primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, e seu gabinete não estavam a par dessas informações.
 
“Não estamos tentando fugir da responsabilidade, mas esses são os fatos. Ficamos surpresos ao ver esses relatórios”, declarou, segundo o jornal britânico "The Guardian".
 
Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques, mas o governo atribui as ações ao à organização radical islâmica National Thowheeth Jama'ath (NTJ). As autoridades acreditam que os ataques tenham sido realizados com a ajuda estrangeira. Por isso, vai pedir ajuda externa para rastrear ligações internacionais.
 
As investigações continuam e, até o momento, 24 pessoas foram detidas. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) anunciou que enviará uma equipe ao país.
 
Nesta segunda-feira, a polícia encontrou 87 detonadores de bombas na principal estação rodoviária da capital do Sri Lanka, Colombo, e a uma van explodiu perto de uma das igrejas que já tinha sido alvo de ataque no domingo. O incidente ocorreu enquanto o esquadrão antibombas trabalhava para desativar o artefato explosivo. Ninguém ficou ferido.
 
O presidente Maithripala Sirisena, que estava no exterior quando os ataques aconteceram, declarou estado de emergência no país. A medida concede à polícia e aos militares amplos poderes para deter e interrogar sem ordem judicial.
 
O governo do Sri Lanka ainda decretou um dia de luto nacional nesta terça-feira. O país não registrava um cenário de tamanha violência desde o fim da guerra civil há 10 anos.
 
A polícia não divulgou uma lista de vítimas, mas a grande maioria é de cidadãos do Sri Lanka.
 
O ministro do Turismo, John Amaratunga, afirmou que pelo menos 39 estrangeiros estão entre os mortos e 28 receberam atendimento hospitalar após os ataques.
 
A embaixada do Brasil em Colombo informou que, até o momento, não tem informação sobre brasileiros entre os mortos ou feridos. A imprensa internacional já relatou a morte de cinco britânicos (incluindo um anglo-americano), quatro americanos, um português, seis indianos, dois turcos, dois chineses, dois australianos, um holandês e um japonês.
 
Entre mortos, estão três dos quatro filhos do bilionário dinamarquês Anders Holch Povlsen, dono do grupo de moda Bestseller e acionista majoritário da marca ASOS. Segundo a imprensa dinamarquesa, ele, sua esposa Anne Holch Povlsen e seus quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka.
 
Oito explosões foram registradas em Colombo e nas regiões de Katana e Batticaloa por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília) de domingo (21).
 
Entre os alvos estavam três igrejas, onde aconteciam as missas da Páscoa. Os hotéis cinco-estrelas Shangri-La, Kingsbury, Cinnamon Grand e um quarto hotel, todos em Colombo, também foram atingidos. Uma explosão ainda foi registrada em um complexo de casas.
 
Autoridades dizem que a maioria das explosões foram ataques suicidas e temem que por trás dos ataques estejam militantes do Estado Islâmico que retornaram do Oriente Médio.
 
Ainda no domingo, a Força Aérea do país disse ter encontrado mais um explosivo caseiro, que foi removido, em uma área próxima ao principal aeroporto de Colombo.
 
Horas mais tarde, outras duas explosões ocorreram durante buscas da polícia por suspeitos: uma perto do zoológico, no sul de Colombo, e outra no distrito de Dematagoda, que deixaram três policiais mortos.


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