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César Oliveira

As mortes por Dengue em Feira e a exigência de um Plano de Ação emergencial

César Oliveira - 04 de maio de 2019 | 13h 13
As mortes por Dengue em Feira e a exigência de um Plano de Ação emergencial
Criança morta com suspeita de Dengue

Não se chega ao surto de uma doença, sem  falha e responsabilidade do Sistema de Saúde. Feira está vivendo um surto de Dengue- é a única cidade baiana em surto-, com 5975 casos suspeitos( acrescente-se aqui os que nem sequer são registrados), 1511 confirmados,  com 6 mortes  e mais 6 em investigação, o que pode levar ao dobro de vítimas. Nesse ano Feira já concentra 51% dos casos notificados,  no Estado. É inaceitável, na segunda cidade da Bahia.  A situação é uma emergência e exige um Plano de Ação imediato, eficaz,  amplo, por parte  do governo para corrigir a situação.

Entre essas ações, que exigem intervenção multisetorial, podemos destacar algumas: retreinamento e capacitação das equipes de Saúde, facilitação da realização dos exames básicos de hemograma, plaqueta- imediatos-, e sorologia, exigência e fiscalização do cumprimento do protocolo de atendimento a casos suspeitos, estabelecimento de Unidade para atendimento de casos graves, contratação de médicos para as vagas que estão descobertas para  conferir amplitude a rede, e agilidade ao atendimento, visto que, nesses casos, tempo é sobrevida.

Por outro lado, é preciso investir em campanha maciça de esclarecimento, de alerta a população, pois, seu envolvimento no combate ao mosquito, é fundamental. Além disso, é preciso organizar mutirões de limpeza, ampliar as ações da Vigilância Sanitária, com apoio do MP e Guarda Municipal, ou mesmo Polícia, se precisar acessar áreas difíceis, buscar parceria com o Exército e outras entidades que possam colaborar, ampliar o trabalho dos Agentes de Endemias, nas áreas piores.  É preciso monitorizar os índices de infestação,  fazer o bloqueio nas áreas infestadas,  e combater o vetor com uso do inseticida. Aliás, a essa altura os dados já são mais que evidentes. É imperativo que se amplie a relação com a Secretaria de Saúde do Estado para que ela tenha uma ação muito mais firme e efetiva, pois, o mosquito não escolhe eleitor e a cidade está sofrendo.

Essas são algumas das medidas e outras podem ser sugeridas pelos especialistas. O que não é possível é aceitarmos 12 vidas perdidas  – ou uma única-, por uma doença evitável. Evidente que algumas dessas ações estão acontecendo, mas não adianta rebater  que os Agentes de Endemias estão atuando, que a ação A ou B, está sendo feita, porque se  estamos em surto, se crianças estão perdendo a vida , é porque o tamanho, ou a forma da ação, está inadequada e isso é indiscutível.

O governo precisa responder a Sociedade feirense  com presteza e firmeza, sob o risco de morrer engasgado com um mosquito.



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