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Brasil

Estudante denuncia racismo à polícia após postagem de professor em SP

28 de maio de 2019 | 14h 33
Estudante denuncia racismo à polícia após postagem de professor em SP
Foto: Reprodução
A Polícia Civil investiga um caso de injúria racial cometido por um professor contra uma universitária em Santos, no litoral de São Paulo. O acadêmico fez uma postagem em sua rede social afirmando que não conseguia assistir a um jogo de vôlei - que ocorria na quadra da instituição onde ele leciona - devido ao cabelo de uma estudante negra, de 18 anos, estar na sua frente.
 
O professor nega ato de racismo e a universidade em que ele trabalha e onde ocorreu o jogo não se manifestou.
 
A vítima mora em Praia Grande, cidade vizinha, e fez um desabafo que repercutiu na web. Ela conta que estava assistindo ao jogo, pois amigos participavam da competição. Como o ginásio estava lotado, optou por ficar em pé e afirma que não notou que estava atrapalhando outras pessoas.
 
A publicação foi feita pelo professor de Educação Física Marcos Lozano na conta pessoal dele no Instagram. Ele publicou uma foto em que a estudante aparece de costas com a legenda: "assim fica difícil assistir o jogo (sic)". A postagem teve mais de 100 curtidas antes de ser apagada.
 
Em seguida, o professor respondeu a um seguidor que o questionou se a pessoa que estava na foto era um ex-jogador de futebol. "Só sei que se plantou na minha frente sem cerimônia (sic)", escreveu o acadêmico. Os comentários seguintes criticam a postagem feita por ele.
 
A universitária fotografada pelo acadêmico foi alertada da imagem dois dias depois do ocorrido, após uma amiga avisá-la. A jovem entendeu que a publicação do acadêmico foi um ato de racismo e o denunciou formalmente à polícia, que abriu investigação para apurar o que aconteceu.
 
Sobre a publicação, Lozano pediu desculpas e afirmou por e-mail ao G1 que não é racista e não teve a intenção de ofender ou discriminar ninguém. De acordo com o professor, a postagem foi deletada de imediato, e nela quis somente retratar a dificuldade em assistir ao jogo.
 
"Tenho alunos, ex-alunos, atletas e pessoas que me conhecem e sabem da minha postura e índole como ser humano e que, diferentemente do que estão postando, não sou racista e nunca discriminei quem quer que seja", declarou o professor. (leia a nota completa abaixo)
 
O caso foi registrado pela delegada Lyvia Cristina Bonella, da Delegacia Sede da Praia Grande, como injúria racial. O caso segue em investigação, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O Código Penal prevê pena de reclusão de um a três anos e multa para este tipo de crime.
 
A universidade onde o professor leciona e onde ocorreu o jogo não quis se manifestar.
 
Nota do professor:
 
"Venho por meio deste post me defender de acusações feitas contra minha pessoa em rede social. Tenho alunos, ex-alunos, atletas e pessoas que me conhecem e sabem da minha postura e índole como ser humano e que, diferentemente do que estão postando, não sou racista e nunca discriminei quem quer que seja. Fiz uma postagem em meu Instagram que foi deletada de imediato, sobre a dificuldade em visualizar um jogo o qual filmava. Em nenhum momento falei ou discriminei qualquer pessoa presente no local.
 
Aproveito para pedir desculpas a todos que se sentiram ofendidos, não houve essa intenção em momento algum."


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