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Política

Bolsonaro critica STF por criminalização da homofobia; para o presidente, decisão prejudica homossexuais

Da Redação - 14 de junho de 2019 | 15h 53
Bolsonaro critica STF por criminalização da homofobia; para o presidente, decisão prejudica homossexuais
Foto: Marcos Corrêa/ Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta sexta-feira (14), a decisão tomada, no início da noite de ontem, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a utilização da Lei do Racismo para punir a homotransfobia, ou seja, a discriminação contra homossexuais e transexuais.

Durante um café da manhã com jornalistas, realizado nesta sexta-feira (14), Bolsonaro afirmou que a que a medida prejudica os próprios homossexuais. “O STF entrou na esfera penal, estão legislando agora. E essa decisão prejudica os próprios homossexuais. A decisão do Supremo, com todo respeito aos ministros, foi completamente equivocada”, cogitou.

Na visão do presidente, a decisão afetará até mesmo relações de trabalho, uma vez que, para ele, o empregador pensará duas vezes antes de contratar um homossexual, por medo de ser acusado de homofobia.

Conforme o site Congresso em Foco, para justificar seu raciocínio, Bolsonaro citou a hipótese de um hóspede gay usar a prerrogativa da Lei para acusar o proprietário de um hotel que não quiser lhe assegurar uma vaga, mesmo quando ela não existir. “Aí o dono vai preso”, presumiu.

Confundindo conceitos, o presidente disse ainda que a decisão do Supremo cria uma “cisão de luta de classes”. Ainda no café da manhã, Bolsonaro defendeu, uma vez mais, a necessidade de nomeação de um ministro evangélico para o STF. O presidente, no entanto, negou a intenção de misturar política e religião. Mas salientou que um ministro evangélico poderia contrapor-se à criminalização da homofobia, baseando-se em trechos da Bíblia. “Não custa nada ter alguém lá”, declarou.

De acordo com o UOL, Jair Bolsonaro afirmou que a convivência do país com o Supremo está ficando “insuportável”, em função de uma suposta atuação do Judiciário na área legislativa.



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