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Política

Rodrigo Maia chama Governo de usina de crises; afirmação rebate declaração de Guedes sobre Câmara abortar reforma

Da Redação - 14 de junho de 2019 | 18h 24
Rodrigo Maia chama Governo de usina de crises; afirmação rebate declaração de Guedes sobre Câmara abortar reforma
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu à declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o relatório apresentado, nesta quinta-feira (13), pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), “abortou” a Reforma da Previdência. A afirmação de Guedes faz alusão às diversas mudanças apresentadas em relação ao texto original.

De acordo com o site Congresso em Foco, em entrevista ao canal GloboNews, Maia afirmou que não se sente traído por Guedes, porque não tem compromisso com o Governo. Ele ressaltou ainda que a Câmara tem atuado como “bombeiro”, jogando água nas crises criadas pelo próprio Executivo. “O governo é uma usina de crises, mas vamos criar uma blindagem. Pela primeira vez, o bombeiro é a Câmara. A Casa sempre gerava mais atrito. O ministro da Economia era sempre aquele que gerava mais tranquilidade. Desta vez, não”, observou, salientando ainda que seu compromisso é com os eleitores e com o país e que “reforma é passo fundamental para reduzir a pobreza e a miséria”.

Ainda segundo o Congresso em Foco, minutos antes, em entrevista coletiva, também em São Paulo, Rodrigo Maia provocou Guedes, chamando-o amigo, ao questionar o motivo de ele haver proposto uma regra de transição mais suave na reforma da Previdência dos militares. O presidente da Câmara também enfatizou que a reforma não é do ministro nem do presidente da República. “Essa não é a reforma de Bolsonaro, é a reforma do Brasil”, afirmou.

Segundo o site, Paulo Guedes disse, mais cedo, que a Câmara cedeu ao lobby dos servidores públicos, no relatório da comissão especial. “Eu acho que houve um recuo que pode abortar a nova Previdência. O recuo é que pelo menos pressões corporativas e de servidores do Legislativo forçaram o relator a abrir de R$ 30 bi para os servidores do Legislativo que já são favorecidos no sistema normal, então recuaram na regra de transição. E como isso ia ficar feio, recuar só nos servidores, estenderam também para o regime geral", declarou.

Ao Congresso em Foco, o vice-presidente da comissão especial, deputado Silvio Costa Filho (PRB-PE), disse que o comentário de Paulo Guedes pode prejudicar o clima favorável existente, hoje, na Câmara, em relação à reforma. Ele cobrou equilíbrio e serenidade da parte de Guedes. “Ele é o ministro da Economia, ou Fazenda, que mais vezes foi ao Parlamento, em apenas cinco meses. Mas essa foi uma declaração inoportuna. Neste momento, qualquer declaração assim tensiona o ambiente”, aferiu.

Conforme o site, Silvio Costa Filho entende que a hora é de menos retórica e mais ação. “Não senti pressão de servidores. Eles tiveram seu papel como a sociedade civil teve. Em nenhum momento, o relatório de Samuel foi construído na base da pressão. Foi feito na base do diálogo com a Casa. O governo, para ser ajudado, precisa querer ser ajudado. Algumas declarações não ajudam em nada o país”, analisou.

A comissão especial deve começar a debater o relatório de Samuel Moreira na próxima terça-feira (18), diz o Congresso em Foco, mas isso caso seja atingido o quórum mínimo de 51 deputados na sessão de segunda (17). O site noticiou ainda que, essa é a primeira vez, desde novembro de 2017, que essa marca foi superada, o que abre caminho para o início das discussões ainda na próxima semana. “De acordo com Silvio, o colegiado deverá se reunir na terça e na quarta-feira, tornando viável que a votação ocorra na semana seguinte, como quer Rodrigo Maia”, enfatiza a reportagem.



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