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  • Feira de Santana, sexta, 19 de julho de 2019

André Pomponet

Feriadão junino vai dinamizar economia feirense

André Pomponet - 17 de junho de 2019 | 12h 31
Feriadão junino vai dinamizar economia feirense

Começa na quinta-feira (20) o aguardado recesso junino. Em 2019 serão cinco dias de folga para muita gente, já que o feriado de Corpus Christi vai se emendar à celebração do São João. Para dinamizar o consumo, o governo do Estado anunciou que vai antecipar o pagamento de 40% do salário dos servidores estaduais. E prefeituras – a da Feira de Santana inclusive – vão antecipar os salários. Sem dúvida, a medida vai contribuir para aquecer as vendas, sobretudo em segmentos como calçados, confecções, bebidas e alimentos.

Tradicionalmente Salvador se esvazia durante o período. Com o recesso longo, a diáspora tende a ser ainda mais intensa. A disposição para o consumo e o dinheiro antecipado no bolso tendem a favorecer a economia dos municípios do interior, sobretudo aqueles que costumam organizar grandes festas. É o caso de diversas cidades do Recôncavo aqui vizinho.

O movimento já é mais intenso nos terminais rodoviários de Salvador e Feira de Santana desde o final de semana. Afinal, muitas escolas já estão em recesso junino e não falta quem priorize as férias no frio e chuvoso mês de junho. Daí o deslocamento antecipado, porque a partir de amanhã (18) o movimento tende a ser muito maior na BR 324.

A economia feirense, obviamente, é muito favorecida no São João. A onda de consumo costuma se irradiar por amplos setores: desde a comercialização nas feiras-livres de produtos como o milho, o amendoim, a laranja, o licor e os preparos para os bolos, passando pelo frenético comércio de roupas e calçados e alcançando os bibelôs domésticos e os robustos segmentos de alimentos e bebidas.

As chuvas recentes na região também vão elevar o ânimo. Pelo campo muito milho já vem sendo colhido, mesmo com a irregularidade nas precipitações. Vai servir para o bolo, a pamonha, a canjica e os demais pratos que apetecem o paladar à beira das fogueiras. É um elemento a mais para dinamizar a economia, beneficiando, sobretudo, a população residente na zona rural.

A trégua, obviamente, é transitória: o noticiário econômico, semana a semana, mostra que o País permanece distante de ingressar num novo ciclo de crescimento. As expectativas – sempre elas – não são animadoras. E as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto – o PIB refletem esse ceticismo.

Já se enxerga com clareza que um governo coalhado pelo ódio, contaminado por uma ideologia obscurantista e incapaz de adotar medidas econômicas elementares, não vai recolocar o País nos trilhos, para se recorrer a uma metáfora surrada.

Mas, apesar de tudo, os festejos juninos se aproximam e é melhor aproveitá-los.



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