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César Oliveira

Negromonte afastado do cargo que nunca poderia ter assumido

César Oliveira - 20 de novembro de 2019 | 23h 20
Negromonte afastado do cargo que nunca poderia ter assumido

O Supremo Tribunal Federal, através de sua Primeira Turma, determinou o afastamento de Mário Negromonte do cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), e  indeferiu, por unanimidade, o pedido de trancamento da ação penal que ele responde por corrupção passiva.  O STF cassou a liminar anterior, concedida pelo ministro Marco Aurélio.

Negromonte é acusado de, em 2011, ter aceitado R$ 25 milhões em propina do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) para  campanhas eleitorais.

A época,  o então governador Jacques Wagner fez uma enfática defesa de seu aliado: "quero externar publicamente e politicamente a mais profunda solidariedade contra esse ataque constante que você vem sofrendo”.

Negromonte era ministro das Cidades de  Dilma Rousseff,  e se tornou réu após a delação premiada do  doleiro Alberto Youssef.

Em fevereiro de 2018, o Superior Tribunal de Justiça, ao receber a denúncia,  afastou Negromonte do TCM-BA.

Negromonte era da base aliada do governo do PT. Em 2013,  Jaques Wagner nomeou a mulher do deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP), Camila Vasquez Gomes, de 27 anos, procuradora-geral do Ministério Público Especial de Contas junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). 

Em 2014, apesar de já figurar como delatado na Lava-Jato, Wagner, nomeou Negromonte, para o TCM, uma vaga que ele não poderia ocupar se o governador tivesse sido mais zeloso com os que julgam as contas  públicas.

Agora, o STF, corretamente, afasta Negromonte do TCM. Em tempos de tanto esforço pela lisura das instituições ocorreu o lógico. 



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