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Brasil

Estudo contratado pela Vale confirma que barragem em Brumadinho se rompeu por liquefação

12 de dezembro de 2019 | 15h 39
Estudo contratado pela Vale confirma que barragem em Brumadinho se rompeu por liquefação
Foto: Reprodução
Um estudo técnico contratado por um escritório de advocacia que atende a Vale confirmou que a causa do rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho foi “liquefação”, que é quando um material sólido passa a comportar como fluido. O laudo foi divulgado nesta quinta-feira (12).
 
A barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, se rompeu em 25 de janeiro e vitimou 270 pessoas. Peritos já identificaram 257 mortos. Outras 13 pessoas ainda estão desaparecidas. Esta é a primeira vez que a causa do rompimento é divulgada. A Polícia Civil de Minas Gerais disse, em 28 de novembro, que havia concluído o laudo sobre o desastre, mas não revelou o resultado da perícia.
 
O fenômeno é explicado no relatório como "perda de resistência significativa e repentina" e aponta que os rejeitos e outros materiais que estava na barragem apresentavam "comportamento frágil". Isso significa que o fluxo de água presente nesse material exerceu uma força que anulou o peso e a aderência de suas partículas, fazendo com que elas ficassem soltas.
 
Seis dias após a tragédia, o subsecretário de Regularização Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Minas, Hildebrando Neto, disse que tudo indicava que o rompimento da estrutura poderia ter sido causado por liquefação, que foi o mesmo fenômeno causador do colapso da barragem da Samarco em Mariana, em 2015.
 
O estudo usou imagens de satélite para medir os volumes de antes e depois do rompimento da barragem e determinar quanto de rejeito havia sido despejado.
 
O resultado foi que 9,7 milhões m³ de rejeitos vazaram no rompimento, o que corresponde a cerca de 75% de todo o material que havia na estrutura antes do colapso. O volume do pré-rompimento era de 12,7 milhões m³.
 
Desde o dia do desastre, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mantém dezenas de militares na região na que já é considerada a maior operação de busca e salvamento da história do país.
 
Além dos bombeiros, cães farejadores e equipamentos, como retroescavadeiras e drones, são usados com o objetivo de localizar todos os corpos. Até o momento, 257 mortos foram identificados e 13 desaparecidos ainda são procurados.


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