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Segurança

MP pede novo exame em corpo do miliciano Adriano da Nóbrega

18 de fevereiro de 2020 | 15h 46
MP pede novo exame em corpo do miliciano Adriano da Nóbrega
Foto: Reprodução
O Ministério Público da Bahia solicitou nesta terça-feira (18), à Justiça de Esplanada (BA), um pedido de antecipação de prova no caso Adriano Nóbrega, com a realização de um novo exame de necropsia no corpo do ex-capitão do Bope. O objetivo, segundo o MP, é esclarecer dados até o momento obscuros, entre eles, a trajetória dos tiros.
 
O miliciano estava foragido havia mais de um ano e foi morto durante uma operação policial no último dia 9 em um sítio na zona rural da cidade de Esplanada.
 
Adriano era suspeito de comandar um grupo criminoso que cometeu dezenas de homicídios, o Escritório do Crime. O ex-capitão foi expulso da PM por envolvimento com o jogo do bicho e já foi homenageado mais de uma vez pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro (sem partido), hoje senador.
 
O MP da Bahia pediu que a Justiça determine ao Departamento de Perícia Técnica (DPT) do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro, onde está o corpo de Adriano, que:
 
mantenha, em caráter de urgência, o cadáver no IML e em conservação;
seja determinado novo exame de natureza necroscópica;
 
que os peritos apontem no laudo: a direção que os projéteis percorreram no corpo; o calibre das armas usadas nos disparos; a distância entre os atiradores e Adriano; e outras informações que considerem relevantes.
 
Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse em Brasília ter pedido a realização de uma perícia independente da morte do miliciano.
 
"Primeiro eu estou pedindo, já tomei as providência legais, que seja feita uma perícia independente, que sem isso você não tem como buscar até, quem sabe, quem matou a Marielle. A quem interessa não desvendar a morte da Marielle? Os mesmos a quem não interessa desvendar o caso Celso Daniel", afirmou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.
 
O advogado da família de Adriano, Paulo Emílio Cata Pretta, disse nesta terça que também entrou com um pedido para que o corpo seja mantido em câmara fria e que seja determinada uma perícia independente tanto no corpo quanto no local da operação.
 
Adriano também era investigado pela suspeita de envolvimento no esquema no qual funcionários do então deputado Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário que recebiam na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O miliciano era amigo do também ex-PM Fabrício Queiroz, que foi funcionário do gabinete de Flávio e indiciou a mulher e a mãe de Adriano para trabalharem lá.

FONTE: G1



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